Traficante é flagrado lançando dinheiro em favela e recebe apelido de “Silvio Santos do CV”

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Vídeo mostra multidão tentando pegar notas de R$ 100 lançadas durante baile funk na Chatuba, em Mesquita. (Foto: Instagram)

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra uma multidão tentando pegar notas de R$ 100 lançadas durante um baile funk na comunidade da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O episódio foi associado a integrantes do Comando Vermelho (CV) e recebeu o apelido de “Silvio Santos do CV”, em referência à distribuição de dinheiro durante o evento.

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A cena aconteceu em meio à música alta e à presença de criminosos armados. Integrantes do CV teriam jogado maços de cédulas sobre o público, enquanto pessoas se aglomeravam para tentar recolher as notas espalhadas. A chuva de dinheiro chamou atenção durante o baile realizado na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

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As imagens foram gravadas na localidade da Chatuba e divulgadas originalmente pelo traficante Raphael Linhares. No vídeo, pessoas correm e se abaixam para pegar as cédulas. Segundo as informações divulgadas, havia moradores da região e crianças entre os presentes.

Investigadores apontam que a distribuição de dinheiro pode funcionar como demonstração de poder e ostentação da facção. Ao lançar grandes quantias durante bailes, os criminosos atraem a atenção do público e exibem riqueza e influência sobre o território.

Investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro também indicam que bailes funk promovidos ou controlados pelo grupo podem fazer parte de estruturas financeiras usadas para lavar dinheiro do tráfico de drogas. O Baile da Gaiola e o Baile da Escolinha já foram mencionados em apurações relacionadas a esse tipo de esquema.

A ostentação nas festas não se restringe às cédulas. Registros de eventos em comunidades do Rio mostram criminosos com armas de uso restrito, como fuzis e metralhadoras. Em algumas ocasiões, há disparos para o alto durante festas e comemorações, o que eleva os riscos para as pessoas no local.

As forças de segurança do Rio de Janeiro fazem operações contra estruturas usadas para sediar bailes ligados ao tráfico. Entre as ações estão a demolição de construções irregulares e investigações sobre o patrimônio de pessoas suspeitas de financiar ou apoiar atividades da facção.