
Polícia Federal intensifica fiscalização eleitoral no primeiro turno de 2026 (Foto: Instagram)
A Polícia Federal intensificou suas operações durante o primeiro turno das eleições gerais de 2026, mobilizando agentes em 23 estados e no Distrito Federal para prevenir e reprimir ilícitos eleitorais. As ações envolveram o emprego de postos avançados em zonas de votação, uso de tecnologia para monitoramento de redes sociais e articulação com tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de garantir a lisura do pleito e coibir práticas como a compra de votos e a propaganda irregular.
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Segundo dados divulgados pela corporação nesta segunda-feira (5.out.2026), as operações executadas durante o domingo de votação (4.out.) resultaram na apreensão de mais de R$ 2,85 milhões em bens e valores vinculados a desvios eleitorais. Desse montante, cerca de R$ 520 mil foram recuperados em forma de papel-moeda. As equipes realizaram blitz em veículos suspeitos, patrulhas em áreas de maior concentração de eleitores e monitoraram mensagens em aplicativos para identificar indícios de oferta ilícita de benefícios em troca de voto.
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No balanço anual, a PF já instaurou 1.337 inquéritos para apurar fraudes e irregularidades no processo eleitoral de 2026. Ao todo, as medidas de bloqueio e confisco de bens atingiram R$ 47,5 milhões, dos quais R$ 31 milhões correspondem a cédulas em dinheiro vivo apreendidas durante as diligências. Entre os crimes investigados estão a captação ilícita de sufrágio, o disparo em massa de propaganda por meios não autorizados e a falsificação de documentos eleitorais.
Na fase de votação e até o término dos trabalhos no domingo, 204 pessoas foram conduzidas a delegacias e postos de atendimento para prestar esclarecimentos. Desse total, 49 suspeitos tiveram inquéritos policiais formalizados ainda no dia do pleito, enquanto 100 termos circunstanciados de ocorrência foram lavrados para infrações de menor potencial ofensivo. Os casos abarcaram atuação em diversas regiões, com denúncias encaminhadas no Distrito Federal e em 23 unidades da federação.
As principais irregularidades identificadas pelas equipes de fiscalização envolveram propaganda irregular, propaganda extemporânea e tentativas de compra de votos. Também foram apreendidos materiais de divulgação não autorizados, como panfletos, brindes e veículos adesivados, ferindo as regras de propaganda eleitoral estabelecidas pela legislação. A atuação conjunta com o Ministério Público Eleitoral foi fundamental para articular ações de bloqueio de impulsionamento de publicações nas redes sociais.
A corporação ressaltou que os dados divulgados têm caráter preliminar e passarão por checagens administrativas e perícias para validação. Como os procedimentos investigativos continuam em andamento e novas informações podem ser adicionadas aos sistemas federais, os números referentes a bens e valores apreendidos podem sofrer alterações nos próximos dias. A expectativa é de que essas medidas reforcem a confiabilidade do processo eleitoral até o segundo turno.








