
Lula elogia sintonia com Trump e critica equipe do presidente americano (Foto: Instagram)
O presidente da República e atual candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, em entrevista ao programa Canal Livre, manter uma relação amistosa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de críticas direcionadas à equipe que assessora o mandatário norte-americano. Lula ressaltou que suas conversas diretas com Trump têm sido marcadas por sintonia e boa comunicação, contrastando com a postura de alguns assessores.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Segundo Lula, sempre que ele dialoga com Trump, há entendimento mútuo, mas muitos dos colaboradores do chefe de Estado dos EUA, em sua avaliação, não compartilham a mesma visão pró-Brasil e pró-América Latina. Ele apontou que, embora Washington tenda a priorizar temas de segurança e acordos multilaterais, alguns assessores destoam desse enfoque ao tratar de assuntos como clima, comércio e investimentos, gerando atritos e ruídos que prejudicam a cooperação regional.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na entrevista, Lula afirmou categoricamente: “Eu me dou bem com o Trump. Toda vez que eu converso com ele, nós nos damos muito bem. O problema é que o pessoal que trabalha com ele consegue ser muito ruim.” Ao explicar o ponto, ele reforçou que, enquanto o diálogo pessoal ocorre sempre de forma amistosa, as indicações e declarações de determinados assessores geram ruídos diplomáticos.
O chefe do Executivo ressaltou ainda que mencionou diretamente a Trump a atitude do senador Marco Rubio, acusando-o de não apoiar o Brasil e de manter postura “antilatino-americana”. De acordo com Lula, esse tipo de comportamento por parte de membros do governo americano não condiz com os interesses de ampliação do comércio e da cooperação na América do Sul.
A entrevista gravações estão previstas para ir ao ar no Canal Livre às 20 horas na BandNews TV e às 22 horas na Band. Nesse formato, Lula procura expor suas iniciativas de política externa e demonstrar como tem buscado o fortalecimento de alianças, realçando o diálogo pessoal como estratégia para avançar em pautas de interesse comum entre Brasil e Estados Unidos.
Além de reforçar a pauta de 2026, o episódio também evidencia como Lula pretende usar sua experiência em negociações internacionais como diferencial na campanha. Ao elogiar o contato direto com Trump e, simultaneamente, alertar para possíveis interferências negativas de assessores, o presidente busca convencer o eleitorado de sua capacidade de intermediar acordos complexos e defender os interesses do Brasil, tanto em relação aos Estados Unidos quanto em outras parcerias globais.








