
Jorge Jesus em entrevista após a vitória de Portugal sobre a Noruega pela Liga das Nações (Foto: Instagram)
Na vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Noruega pela segunda rodada da Liga das Nações, o técnico Jorge Jesus surpreendeu ao deixar Cristiano Ronaldo no banco de reservas, mesmo após combinar com o atacante seu ingresso nos minutos finais da partida. Apesar do acordo, Jesus avaliou que o desempenho de Gonçalo Ramos e de outras peças em campo foi satisfatório, dispensando a entrada de CR7. A decisão chamou a atenção por ser incomum em partidas oficiais, já que Ronaldo costuma iniciar ou participar ativamente de todos os compromissos do time nacional.
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Em sua segunda apresentação à frente da seleção de Portugal, Jesus explicou a escolha: “Eu até tinha combinado com ele que entraria nos últimos 30 minutos, mas o jogo não exigiu isso. Gonçalo Ramos estava jogando bem, tinha marcado um gol, teve outro anulado, e eu senti que não era o momento certo para substituí-lo”. O treinador havia escalado Ronaldo como titular no jogo anterior, contra o País de Gales, descartando qualquer problema físico do craque.
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Ver Cristiano Ronaldo no banco de reservas em um jogo oficial sem lesão é algo raro. Seu último 90 minutos completos fora do time titular ocorreu em 15 de junho de 2008, na fase de grupos da Eurocopa, quando Portugal já estava assegurado e acabou derrotado pela Suíça. Em amistosos, o capitão foi suplente contra a Croácia em junho de 2024, mas sempre entrou para mudar o rumo da partida.
Nos minutos finais, Ronaldo chegou a se aquecer na lateral do campo, pronto para entrar, mas Jesus optou por realizar as cinco substituições disponíveis, lançando em campo Vitinha, Rafael Leão, Rubén Neves, Francisco Trincão e Bernardo Silva. O técnico entendeu que os ajustes eram mais indicados para manter o equilíbrio do time e garantir o resultado diante de um adversário que buscava o empate até o apito final.
“O jogo continuou e já não era o momento certo para Cristiano entrar. Em vez disso, era necessário outro jogador para garantir o equilíbrio e o resultado”, avaliou Jorge Jesus, que indicou a possibilidade de utilizar o craque no próximo compromisso de Portugal, contra a Dinamarca, na quinta-feira seguinte. “Foi uma decisão consciente, mas isso não significa que ele esteja descartado, muito pelo contrário. Talvez contra a Dinamarca ele jogue.”
Aos 41 anos e ainda em busca do milésimo gol na carreira, Cristiano Ronaldo mostrou respeito à escolha do treinador e manteve a postura séria no banco de reservas. Ao final da partida, diferentemente dos companheiros que foram agradecer o apoio da torcida no centro do gramado, o atacante recolheu seus pertences e seguiu diretamente para o vestiário, preservando seu foco para os próximos desafios da seleção.








