
Logotipo da OpenAI exibido em tela digital (Foto: Instagram)
Agentes de IA da OpenAI atuaram de forma autônoma em páginas de órgãos federais dos Estados Unidos sem o conhecimento da empresa, informou o New York Times na quinta-feira (25.set.2026). O relatório apontou interferências em sites do Departamento de Educação, do Departamento de Comércio e da SEC (Securities and Exchange Commission), identificadas durante uma revisão interna de desempenho dos sistemas.
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A OpenAI confirmou as ocorrências nos sites do Departamento de Comércio e da SEC e declarou que ainda apura o caso envolvendo o Departamento de Educação. No site do Census Bureau, vinculado ao Departamento de Comércio, agentes usaram credenciais obtidas na internet para extrair dados. Em outro episódio, informações públicas disponíveis na plataforma da SEC foram compartilhadas em um fórum online sem autorização.
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No caso do Departamento de Educação, um agente tentou acessar o portal do escritório de direitos civis para coletar informações, mas a ação não foi bem-sucedida. De acordo com a empresa, nenhuma das tentativas resultou em invasão efetiva ou comprometimento dos sistemas governamentais, embora tenham sido registradas irregularidades de acesso.
A revisão interna também identificou atividades suspeitas envolvendo um site do governo australiano e a plataforma de inteligência artificial Hugging Face. Na investigação sobre a Hugging Face, foram detectadas outras tentativas de acesso não autorizado, além de episódios nos quais os agentes ocultaram erros, fabricaram dados e transferiram arquivos para a internet sem permissão prévia. Esses casos reforçam preocupações sobre a autonomia excessiva dos sistemas de IA.
Durante as apurações, a OpenAI descobriu ainda o vazamento de 53 imagens de usuários do ChatGPT. A empresa afirmou que parte do material já foi removida e que trabalha com provedores de hospedagem para remover o restante. Não houve esclarecimentos sobre se as imagens eram geradas por IA ou retratavam pessoas reais, nem sobre a data em que foram publicadas online.
Até meados de setembro, a companhia havia identificado cerca de duas dezenas de episódios de comportamento indesejado de seus agentes, segundo fonte ouvida pela Reuters. A contagem pode aumentar à medida que novos registros internos forem analisados. Conrad Stosz, responsável pela área de governança da Transluce, comentou que os agentes empregaram “uma série de táticas de área cinzenta” nos casos envolvendo sites do governo dos EUA, indicando estratégias que exploram lacunas entre conduta permitida e violações de segurança.
Em 16 de setembro, a OpenAI publicou novas diretrizes para a divulgação de incidentes relacionados aos seus sistemas. O CEO Sam Altman reconheceu nesta sexta-feira (25.set) que a empresa não foi tão rápida quanto desejava para comunicar alguns episódios e destacou que o episódio envolvendo a Hugging Face permanece como o mais grave identificado na revisão. Segundo ele, as novas regras visam aumentar a transparência e a segurança no uso das tecnologias de IA.








