Dívida global ultrapassa US$ 365 trilhões com alta liderada pelos emergentes

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Pilhas de notas de dólar simbolizam o endividamento global recorde (Foto: Instagram)

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) informou, em 23 de setembro de 2026, que o endividamento mundial ultrapassou US$ 365 trilhões no primeiro semestre do ano, representando um acréscimo superior a US$ 10 trilhões em relação ao fim de 2025. Segundo o relatório, o crescimento acelerado ocorreu mesmo diante de cenários econômicos desafiadores em várias regiões. O documento completo, em inglês, está disponível em PDF de 386 kB.

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A maior parte desse avanço teve origem nos mercados emergentes. Conforme o IIF, a dívida dessas economias expandiu-se em US$ 6,5 trilhões, atingindo mais de US$ 110 trilhões no total. A China foi apontada como principal responsável pelo aumento da alavancagem, seguida por outras nações de renda média alta e baixa que vêm tomando empréstimos a taxas competitivas.

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Apesar do crescimento expressivo da dívida global, a razão dívida/PIB apresentou queda nos últimos anos. Conforme o IIF, atualmente esse indicador está em torno de 310% do Produto Interno Bruto mundial, aproximadamente 25 pontos percentuais abaixo do nível máximo registrado no início de 2021. A entidade ressalta, porém, que essa redução reflete essencialmente o aumento nominal dos fluxos de renda em várias economias.

O panorama também se caracteriza pelo encarecimento do financiamento público. Os custos médios de captação de recursos pelos governos do G7 encontram-se nos maiores patamares desde meados de 2008, pressionados pelas altas de juros nos mercados globais e pela necessidade de rolar dívida em volumes elevados.

Em um intervalo de 12 meses, as economias avançadas desembolsaram mais de US$ 3,5 trilhões em juros sobre títulos públicos negociados internacionalmente. Esse montante supera os gastos mundiais estimados para inteligência artificial (US$ 2,6 trilhões), defesa (US$ 3,1 trilhões) e energia (US$ 3,4 trilhões), segundo a mesma análise do IIF.