
Lula na tribuna da 81ª Assembleia Geral da ONU (Foto: Instagram)
Na terça-feira (22.set.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas com um discurso de aproximadamente 20 minutos, em que defendeu o fortalecimento do multilateralismo, a reforma do Conselho de Segurança e a soberania do Brasil, além de salientar a necessidade de ampliar a capacidade de negociação da ONU. Durante a fala, foi aplaudido em quatro oportunidades e citou “democracia” cinco vezes.
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Lula recebeu aplausos ao ser anunciado antes de subir à tribuna, ao afirmar que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, ao reconhecer o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade e também ao encerrar seu pronunciamento. Além disso, mencionou “vontade popular” duas vezes e citou termos relacionados a eleições — “eleição”, “eleitoral” e “eleitorais” — em contextos de defesa do pleito nacional.
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No início do discurso, Lula fez uma autoelogio ao lembrar sua trajetória como operário eleito presidente três vezes, ressaltando sua luta contra a ditadura e a derrota de uma tentativa de golpe de Estado. Em seguida, criticou o enfraquecimento do multilateralismo global, afirmou que a Organização Mundial do Comércio “respira por aparelhos” e condenou o uso de tarifas como arma de coerção. Cobrou ainda uma reforma urgente do Conselho de Segurança, apontando o direito de veto como um privilégio insensato das grandes potências.
Ao tratar de soberania e não interferência, o presidente enfatizou que o país não se submeterá a zonas de influência e defendeu o direito do povo venezuelano de escolher seu destino. Também classificou de genocídio a ofensiva de Israel em Gaza, defendeu uma solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense e pediu o fim da guerra na Ucrânia por meio de negociações diplomáticas, além de criticar a escalada de tensões no Estreito de Ormuz.
Na agenda de segurança regional, Lula mencionou a Lei Antifacção e a maior operação contra o crime organizado do Brasil, realizada em 2025. Destacou a importância da cooperação internacional para combater o fluxo de armas e recursos ilícitos e rejeitou qualquer presença militar estrangeira nas águas brasileiras.
Por fim, o presidente apelou à retomada da agenda ambiental global, citando o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a redução do desmatamento na Amazônia ao nível mais baixo em 11 anos. Abordou também a pobreza e a fome, propondo colocar os mais pobres no orçamento e fazer os mais ricos pagarem sua parte, e condenou o embargo a Cuba como ilegal. Em relação às novas tecnologias, criticou a falta de normas para big techs e inteligência artificial — o “neoliberalismo digital sem regras” — e defendeu o Pix como infraestrutura pública. Por fim, defendeu parcerias baseadas em “agenda positiva” com América Latina, África e Ásia, destacando o Grupo de Amigos da Paz, criado pelo Brasil e pela China.








