Indústria atinge menor nível de intenção de investimento em 6 anos

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Executivo analisa dados da indústria em escritório moderno (Foto: Instagram)

A intenção de investimento da indústria brasileira registrou, em setembro, a menor pontuação em seis anos, caindo 1,3 ponto e alcançando 51,3 pontos. Segundo a Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria, divulgada na segunda-feira (21.set.2026), trata-se do quarto mês consecutivo de retração e do resultado mais baixo desde agosto de 2020, auge da pandemia de covid-19. Desde maio, o indicador acumulou uma queda total de 3,5 pontos. A pesquisa entrevistou 1.403 empresas entre 1º e 11 de setembro.

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Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o cenário reflete tanto a perda de fôlego da atividade industrial quanto o aumento das incertezas no horizonte econômico. Ele destaca que a proximidade das eleições amplia a imprevisibilidade, levando companhias a adotarem posturas mais cautelosas na hora de decidir por novos investimentos, ampliar a produção ou contratar mais mão de obra.

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As expectativas para os próximos meses também apontaram recuos. O indicador de projeção para a demanda por produtos caiu 1,4 ponto, para 51,2, e o de compra de insumos e matérias-primas recuou 0,8 ponto, fechando em 50,4. Por outro lado, a perspectiva de quantidade exportada desceu 0,6 ponto (48,9) e a de número de empregados, 0,2 ponto (49,2). Vale lembrar que leituras acima de 50 pontos indicam previsão de aumento; assim, indústria espera crescimento mais moderado na demanda e nas compras, enquanto avalia queda em exportações e contratações.

No front da produção, o índice de evolução da produção industrial sofreu uma queda de 4,7 pontos em agosto, atingindo 46,3 – o menor nível para o mês desde 2015, em plena recessão. O patamar abaixo de 50 revela retração em relação a julho. Em um panorama de baixa, o índice de utilização da capacidade instalada recuou 1 ponto percentual, para 69%, ficando 2 pontos abaixo da média histórica para agosto. Ainda em queda, o indicador de evolução do número de empregados esteve em 48,2 (−0,4), e o de evolução dos estoques passou de 51,0 para 49,5, demonstrando que, apesar da redução, os estoques efetivos seguem próximos do planejado pelas indústrias.