
Primeira-dama Janja Lula na manifestação: “Seguiremos juntas, de cabeça erguida” (Foto: Instagram)
A primeira-dama Janja Lula da Silva, por meio de um story publicado em seu perfil oficial do Instagram na segunda-feira (21.set.2026), reafirmou que nenhuma mulher deve sentir receio de ingressar ou manter-se na vida política. Em suas palavras, ela condenou “toda e qualquer forma de violência política de gênero”, destacando que tais práticas visam atacar e calar vozes femininas que atuam em diferentes esferas do poder.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A postagem ocorreu apenas um dia após o incidente envolvendo a deputada federal Jack Rocha (PT-ES), que teve sua equipe alvo de intimidação durante um bandeiraço no centro de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. No sábado (19.set), um artefato explosivo caseiro foi arremessado contra os apoiadores da parlamentar, deixando três colaboradoras feridas, ainda que levemente, conforme atendimento médico relatado, e resultando em boletim de ocorrência.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Janja classificou esses episódios como atos de “covardia e intimidação” e ressaltou que a violência política de gênero é usada como instrumento de medo, capaz de ameaçar, intimidar e tentar silenciar mulheres em todo o país. Para a primeira-dama, tais condutas não apenas fragilizam o debate de ideias, mas também comprometem os fundamentos democráticos ao inviabilizar a livre manifestação de candidatas e representantes femininas.
Em seu pronunciamento, a primeira-dama defendeu que a disputa política deve ser conduzida de maneira civilizada, por meio do diálogo e do voto, e não por meio da agressão. Ela destacou que a atuação de mulheres na política só poderá avançar de forma efetiva quando elas estiverem livres do temor de sofrer hostilidades, constrangimentos ou retaliações durante atividades de campanha, votações ou no exercício do mandato.
Janja enfatizou ainda que a coragem exibida por parlamentares e candidatas que enfrentam essas adversidades serve de exemplo, abrindo caminho para que outras mulheres também se sintam motivadas a participar da vida pública. Segundo ela, a representatividade feminina se fortalece justamente quando as mulheres se unem e resistem às tentativas de cerceamento de voz, demonstrando resiliência e palavra firme diante de qualquer obstáculo.
Para concluir, a primeira-dama reforçou que “seguiremos juntas, de cabeça erguida, defendendo uma política onde todas as mulheres possam participar sem medo”, lembrando que a construção de um sistema democrático saudável passa necessariamente pela garantia de segurança e igualdade de oportunidades para mulheres em todas as posições de poder.








