Dólar cai a R$ 5,10 com maior apetite ao risco externo e eleição no horizonte

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Dólar cai abaixo de R$ 5,10 com otimismo externo (Foto: Instagram)

O dólar abriu a semana em queda firme diante do real, chegando a ensaiar rompimento do patamar de R$ 5,10. A redução ocorreu em um dia de maior apetite ao risco no exterior, com o petróleo registrando sua quarta queda consecutiva, ainda que o Brent permaneça próximo a US$ 100 o barril, e com expectativas de melhora nas relações comerciais entre Estados Unidos e China.

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O real destacou-se entre as três divisas de maior liquidez com desempenho positivo, apoiado, segundo operadores, por apostas crescentes na vitória da oposição na corrida presidencial, o que poderia favorecer um ajuste nas contas públicas.

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As pesquisas eleitorais mais recentes seguem apontando empate técnico em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O mercado aguardava o levantamento da Quaest, previsto para ser divulgado no período da noite, para confirmar esse cenário.

“Pelo Polymarket, a probabilidade de mudança de governo está na máxima da série. Talvez o mercado esteja algo exageradamente confiante nesse resultado”, observa o economista-chefe da Neo Investimentos, Luciano Sobral, em nota sobre os dados da plataforma digital de previsões.

Após alcançar mínima de R$ 5,1030 no início da tarde, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,1084. Em setembro, a moeda acumula perda de 1,38%, depois de valorizar-se 2,16% em agosto; no ano, recua 6,93%, colocando o real entre as cinco divisas emergentes com maiores ganhos contra o dólar em 2026.

Para o estrategista-chefe de câmbio da BMO Capital Markets, Mark McCormick, o foco dos mercados deveria estar menos no vencedor das eleições e mais em como a próxima administração tratará o desafio fiscal. Já Bruno Perottoni, diretor de tesouraria do Braza Bank, destaca que, apesar da apreciação do real, a demanda por dólar à vista segue elevada, manifestada na redução do “casado” e no aumento do cupom cambial. O Banco Central interveio três vezes neste mês, oferecendo US$ 3 bilhões no mercado spot e futuros, e permanece pronto para novas atuações caso a dinâmica de fluxo não mude.