
Partidos de direita reservaram R$ 183,6 milhões para as campanhas ao Senado em 2026, montante 80,4% superior aos R$ 101,8 milhões separados pelas legendas de esquerda. As siglas de centro disponibilizaram R$ 127,8 milhões. Os dados, extraídos do Tribunal Superior Eleitoral e atualizados em 18 de setembro, consideram recursos do fundo eleitoral e do fundo partidário.
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A maior parte do financiamento vem de recursos públicos, destinados ao pagamento de equipes, aluguel de comitês, produção de material de divulgação, impulsionamento em redes sociais e despesas logísticas. Embora mais verba não garanta votos, ela permite campanhas mais organizadas e com maior alcance nas últimas semanas antes do pleito.
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Entre os dez candidatos com maior orçamento, sete pertencem a partidos à direita, enquanto três são de esquerda. A líder em recursos é a ex-ministra Simone Tebet (PSB), seguida por Geraldo Rufino (Podemos) e André do Prado (PL), todos concorrendo por São Paulo, o estado com 34 milhões de eleitores (21,5% do total nacional).
Estudos indicam que as disputas para o Senado, com duas vagas em jogo neste ano, costumam ser decididas nos dias finais. O volume extra de verbas da direita pode proporcionar um crescimento repentino de candidaturas menos conhecidas, fenômeno registrado em 2018 e que seria prejudicial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso ele não amplie sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno.
Levantamentos de intenção de voto apontam avanço expressivo da direita na composição do Senado, mas ainda não há consenso sobre a dimensão desse crescimento. A redefinição do equilíbrio entre centro, esquerda e direita poderá alterar o cenário político para a próxima legislatura.
No agrupamento por legendas, o PL lidera com R$ 95,3 milhões destinados a 33 candidaturas, seguido pelo MDB, que alocou R$ 52,1 milhões para 19 postulantes, e pelo PT, com R$ 50,0 milhões em igual número de candidaturas. Esses montantes referem-se exclusivamente às transferências partidárias, sem incluir doações privadas, e podem sofrer variações conforme as prestações de contas parciais.
A classificação ideológica adotou como base estudo de cientistas políticos da UFPR e da UEM, ajustado para contemplar mudanças recentes e o perfil de cada candidato. Foram consideradas iniciativas recentes de movimentação interna, resultando em listas de partidos alinhados à direita (como PL, PSDB e União Brasil), ao centro (MDB, PP, PSD) e à esquerda (PT, PSB, Psol).








