
Drone MQ-9 Reaper dos EUA em base aérea (Foto: Instagram)
As Forças Armadas dos Estados Unidos planejam transferir para a América do Sul drones MQ-9 Reaper atualmente empregados em missões de vigilância e ataque na África, segundo apuração da CNN junto a seis fontes envolvidas no planejamento. Essas aeronaves, que já operam em regiões como Somália e Líbia sob o Comando Africano (AFRICOM), devem ser reposicionadas em bases sul-americanas nas próximas semanas para reforçar o combate ao tráfico de drogas.
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Além dos Reapers, em 2025 o governo americano deslocou para o Caribe caças F-35 e pelo menos um avião AC-130, em uma campanha destinada a interceptar embarcações suspeitas de transporte de entorpecentes. Recentemente, autoridades do governo Trump tornaram público um plano para ampliar operações terrestres em parceria com países aliados na América do Sul.
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Não há confirmação oficial sobre a quantidade exata de MQ-9s a ser transferida do Comando Africano para o Comando Sul (SOUTHCOM), responsável pelo continente latino-americano, mas uma das fontes afirmou tratar-se da “maioria” da frota. Esses ativos devem anteceder operações planejadas contra redes de narcotráfico e organizações terroristas na região, com possível atuação especial no Equador. Desde o início de 2026, o governo de Daniel Noboa realiza, junto a militares dos EUA, iniciativas contra grupos considerados terroristas.
Outra fonte ouvida pela CNN mencionou que há discussões internas sobre o envio de parte das aeronaves para o Oriente Médio, já que as Forças Armadas americanas enfrentaram perda de recursos na guerra contra o Irã. O debate reflete a necessidade de realocar ativos estratégicos conforme múltiplas demandas globais de segurança.
Em janeiro, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, descreveu na Estratégia de Defesa Nacional que a proteção do território dos EUA e do “hemisfério ocidental” é a prioridade número um do Pentágono. Indagado sobre o deslocamento dos drones, o Departamento de Defesa se limitou a informar que não comentaria as informações divulgadas pela emissora.
A CNN já havia noticiado que, em 2025, o governo Trump solicitou ao Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça um parecer confidencial para embasar ataques letais a uma lista secreta de cartéis e suspeitos de tráfico. O documento argumentava que o presidente detém autoridade para autorizar uso de força letal contra essas organizações, por representarem “ameaça iminente aos americanos”.
Em agosto, durante conferência conjunta realizada no Panamá, Pete Hegseth elogiou o Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia pelas parcerias com os EUA e pelo convite para participação em operações militares conjuntas destinadas a enfrentar “narcoterroristas” em seus territórios.








