Mulher é flagrada tentando entrar em presídio com ovos recheados de maconha

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Ovos preenchidos com substância semelhante à maconha são apreendidos em presídio da Paraíba (Foto: Instagram)

Uma visitante foi surpreendida nesta sexta-feira (18) ao tentar levar ovos recheados com uma substância semelhante à maconha para o Presídio Padrão Regional Romero Nóbrega, em Patos, no Sertão da Paraíba. Durante a checagem de alimentos destinados a detentos, agentes penais encontraram sinais de adulteração nas cascas, o que motivou uma investigação mais profunda antes mesmo dos itens entrarem na unidade.
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Na fase inicial da revista, um policial penal observou que os ovos apresentavam peso e textura diferentes do habitual. Desconfiado, ele solicitou a abertura de alguns exemplares para confirmar a procedência do conteúdo. A ação seguiu o procedimento padrão de segurança da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB), responsável pela fiscalização em todos os acessos ao presídio.
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Ao abrir as cascas, os agentes encontraram um material de coloração verde, típico da maconha, moldado para se encaixar no interior dos ovos. Imagens divulgadas pela Polícia Penal mostram claramente o tipo de camuflagem usado, com a substância presa nas superfícies internas. Todo o conteúdo suspeito foi recolhido e embalado como prova para perícia.

A operação de revista foi realizada no pátio externo de recepção de produtos, assegurando que os itens não chegassem à área interna da penitenciária. Logo após a constatação da irregularidade, os ovos foram apreendidos e a mulher foi identificada pelos agentes, mas permaneceu sem o nome divulgado publicamente pelas autoridades.

Conforme comunicado oficial da Seap-PB, todas as providências legais cabíveis foram adotadas após o flagrante. Embora não haja confirmação sobre a detenção imediata da visitante, o caso foi registrado e segue em investigação para apurar possíveis envolvimentos com organizações criminosas que abastecem o sistema prisional.

A Polícia Penal ressalta que este tipo de prática faz parte de um conjunto de estratégias cada vez mais sofisticadas para burlar a segurança dos presídios. Além de alimentos adulterados, visitantes já empregaram técnicas como disfarce de objetos do cotidiano e uso de embalagens especiais para introduzir drogas, celulares e até ferramentas no interior das cadeias.