No Rio, bebê morre quatro dias após mãe por infecção pós-parto

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Capa de livro com papel marmorizado antigo (Foto: Instagram)

No Rio de Janeiro, a morte da recém-nascida Jade Duarte de Moura, ocorrida quatro dias após o falecimento de sua mãe por infecção pós-parto, gera dúvidas sobre a qualidade dos serviços oferecidos em hospitais públicos. O caso, que envolve uma série de procedimentos médicos e transferências entre unidades de saúde, segue sob investigação para apurar possíveis falhas no atendimento.

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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que todos os cuidados recomendados foram realizados pela equipe médica desde o parto, mas reconheceu que o bebê não resistiu. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por sua vez, instaurou inquérito para analisar se houve negligência nos procedimentos adotados no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro e no Hospital Municipal Albert Schweitzer.

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Jéssica Duarte Gonçalves, de 28 anos, deu à luz sua terceira filha no dia 8 de setembro em Bangu, zona oeste do Rio, mas começou a apresentar fortes dores abdominais. Mesmo após receber alta, a paciente retornou ao Hospital da Mulher Mariska Ribeiro e foi encaminhada ao Albert Schweitzer, onde passou por cirurgia. Ela acabou falecendo no domingo, 13, cinco dias após o parto.

A menina Jade, de apenas nove dias de vida, iniciou sua trajetória hospitalar na UTI neonatal do Albert Schweitzer. Liberada após o nascimento, a bebê voltou à unidade hospitalar ao manifestar sinais de mal-estar e precisou de cuidados intensivos, mas não resistiu e faleceu na manhã de quinta-feira, dia 17.

Conforme o atestado de óbito de Jéssica, a causa da morte foi registrada como choque misto, coagulação intravascular disseminada (CID), sepse puerperal e atonia uterina. A Polícia Civil, por meio da 34ª DP (Bangu), investiga todas as etapas do atendimento para verificar se houve omissão ou erro médico.

O episódio reacende o debate sobre segurança e qualidade no período pós-parto em unidades públicas de saúde. Familiares e entidades de defesa dos direitos das gestantes acompanham o caso e aguardam o desfecho das apurações para entender melhor as circunstâncias que culminaram nas mortes de mãe e filha.