
Bombeiros e PM isolam área após incêndio em apartamento no Jardim Itayu, em Campinas (SP). (Foto: Instagram)
Na manhã desta terça-feira (15), um incêndio destruiu parte de um apartamento no Jardim Itayu, em Campinas (SP), resultando na morte de um menino de 3 anos e em ferimentos em outras duas crianças. As autoridades constataram que os menores estavam sozinhos no imóvel e prenderam as mães em flagrante por abandono de incapaz. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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Durante o combate às chamas, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas ao endereço na Rua Itapemirim. No interior do apartamento, os bombeiros encontraram o menino já sem sinais vitais em um dos quartos. As outras duas crianças, de 4 e 6 anos, foram resgatadas e levadas para atendimento médico em hospitais de Campinas.
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Conforme a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, as três crianças estavam desacompanhadas no momento em que o fogo teve início. Diante dessa constatação, os policiais receberam ordem de prisão em flagrante para as duas mulheres, que são mães dos menores. Elas foram enquadradas no artigo que trata do abandono de incapaz e permanecem à disposição da Justiça.
A criança falecida foi identificada como Miguel Henrique Pedroso, de apenas 3 anos, que teve o corpo carbonizado em um dos cômodos. As duas sobreviventes, cujas identidades não foram divulgadas, receberam os primeiros socorros em uma unidade de pronto-atendimento e, em seguida, foram transferidas para hospitais da cidade em estado estável, porém sob observação.
Uma das detidas é mãe de Miguel, e a outra responde pela guarda das crianças que sobreviveram. Ambas foram encaminhadas ao 10º Distrito Policial de Campinas, onde prestaram depoimento. A mãe do menino morto também responderá por homicídio culposo, já que o resultado morte decorreu das condições de abandono.
O apartamento onde ocorreu o sinistro fica em um conjunto habitacional ocupado desde 2017, que é alvo de ação judicial de reintegração de posse. Segundo a Prefeitura de Campinas, cerca de 108 famílias vivem na área, que ficou isolada para perícia. As causas do incêndio ainda são apuradas pela Polícia Civil em conjunto com outros órgãos competentes.








