
Abastecimento de etanol em posto de combustíveis (Foto: Instagram)
Na semana de 6 a 12 de setembro, o valor médio do etanol hidratado registrou alta em 14 unidades federativas e no Distrito Federal, queda em oito e estabilidade em outras três. Não houve cotação no Amapá. A pesquisa foi realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilada pelo AE-Taxas, que consolida semanalmente dados de postos distribuídos entre capitais e interior do país.
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De acordo com o levantamento, o preço médio nacional do etanol avançou 2,28%, passando de R$ 3,95 para R$ 4,04 por litro no período. Em São Paulo, maior Estado produtor, consumidor e com o maior número de postos pesquisados, o ajuste foi de 1,62%, resultando em R$ 3,76 por litro. A dinâmica de mercado tem sido influenciada por fatores como andamento da safra, custos logísticos, variações cambiais e demanda interna.
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Entre as regiões que apresentaram recuo, o Acre liderou a lista com queda de 1,98%, estabelecendo o preço médio em R$ 4,96 o litro. Por outro lado, Goiás registrou o maior aumento, de 11,51%, elevando o valor para R$ 4,36 por litro. Em outros Estados, as variações oscilaram entre pequenas altas e baixas, refletindo particularidades locais como logística de transporte e disponibilidade de oferta.
O estudo também identificou os extremos de preço no Brasil: o menor valor do etanol foi apurado em um posto de Minas Gerais, com R$ 2,89 por litro, enquanto o maior preço, de R$ 6,50, ocorreu no Acre. Quando consideradas as médias estaduais, São Paulo manteve o valor mais baixo, de R$ 3,76 o litro, e o Rio Grande do Norte exibiu o maior preço médio, de R$ 5,39 por litro, apontando grandes disparidades regionais.
No quesito competitividade, o etanol mostrou-se mais vantajoso que a gasolina em 11 Estados e no Distrito Federal durante a mesma semana. A paridade média nacional atingiu 61,87% em relação ao preço da gasolina, indicador favorável ao biocombustível. Entre as unidades federativas em que o etanol se destacou estão Acre (66,40%), Bahia (67,46%), Distrito Federal (65,57%), Goiás (65,37%), Mato Grosso (57,19%), Mato Grosso do Sul (60,78%), Minas Gerais (65,29%), Pará (69,57%), Paraná (61,82%), Rondônia (69,19%), Santa Catarina (67,34%) e São Paulo (59,21%).
Executivos do setor ressaltam que, apesar da paridade, o etanol pode ser competitivo mesmo acima de 70%, dependendo do tipo de motor e da eficiência do veículo flex. No entanto, pela metodologia adotada pela ANP, considera-se economicamente vantajoso o etanol cujo preço corresponda a até 70% do valor da gasolina, parâmetro amplamente utilizado por consumidores e revendedores para avaliar opções de abastecimento.








