Houthis afirmam que Arábia Saudita não ficará segura enquanto mantiver ataques ao Iêmen

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Militantes Houthi ameaçam Riad após ofensivas da Arábia Saudita (Foto: Instagram)

Nesta segunda-feira (14), o grupo Houthi declarou que a Arábia Saudita “não estará a salvo” enquanto prosseguir com ações que eles consideram hostis contra o Iêmen. A ameaça direta a Riad acontece após recentes ataques sauditas ao território iemenita, intensificando ainda mais o clima de tensão na região e elevando o temor de uma escalada militar entre as partes envolvidas.

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Em publicações divulgadas pelo Telegram, os Houthis acusaram o reino saudita de ter iniciado uma “agressão contra o Iêmen” e de usar métodos “criminosos” para agravar o sofrimento da população local. Eles criticaram ainda o que chamaram de apoio disfarçado aos palestinos, afirmando que tal postura teria sido usada como pretexto para justificar bombardeios e bloqueios de suprimentos humanitários.

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Os Houthis também refutaram as declarações da Arábia Saudita sobre riscos à segurança no Estreito de Bab al-Mandeb, rota vital para o comércio internacional e para o transporte de petróleo. Segundo o grupo, o tráfego marítimo segue normalmente pela passagem, sem indícios de ameaça às embarcações que circulam pelo local.

O Ministério das Relações Exteriores ligado aos Houthis reforçou a mensagem com o alerta: “Riad não estará a salvo enquanto continuar suas ações hostis”. A nota oficial ressalta que qualquer nova ofensiva saudita será considerada uma ameaça direta à soberania iemenita e poderá gerar respostas proporcionais do grupo.

Nas mesmas comunicações, o movimento insurgente afirmou que dados de navegação indicam um aumento na segurança da região, justamente ao contrário do que foi alegado por emissários sauditas. Para os Houthis, a manutenção do fluxo de navios comprova que não há perigo significativo naquele trecho do Mar Vermelho.

Analistas observam que esse embate faz parte de um conflito mais amplo, em que o Irã é apontado como apoiador dos Houthis, enquanto a Arábia Saudita lidera uma coalizão árabe no Iêmen desde 2015. A escalada recente preocupa órgãos humanitários, já que o bloqueio aéreo e naval tem agravado a crise de fome e doenças que atinge milhões de civis no país.