
Chuvas elevam níveis do Sistema Cantareira em São Paulo (Foto: Instagram)
As precipitações recentes aumentaram o nível dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo. Nesta segunda-feira (14), o Sistema Cantareira opera com 38,2% de sua capacidade — três pontos percentuais acima do índice registrado em 14 de agosto. O conjunto atende cerca de 9 milhões de pessoas e, com o volume atual, demonstra recuperação em comparação a meses anteriores.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Mesmo com a melhora no cenário hídrico, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) alerta para a necessidade de economizar água. Fechar torneiras ao escovar os dentes, reduzir o tempo de banho, reutilizar a água da máquina de lavar e consertar vazamentos são práticas recomendadas. Em nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirma que as projeções para 2026 apontam segurança no abastecimento, mas ressalta a atenção especial diante da previsão de intensificação do fenômeno El Niño.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em um único mês, o Cantareira acumulou 231,4 milímetros de chuva — mais que o triplo da média histórica. O sistema reúne cinco reservatórios interligados (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro) e possui volume útil de 981,5 bilhões de litros quando cheio. Apesar de situados em território paulista, parte dos aportes hídricos tem origem em rios com nascentes em Minas Gerais.
Por determinação da Arsesp, desde 2 de agosto a Sabesp aplica redução de pressão no abastecimento entre 22h e 6h. Em janeiro de 2026, quando o Cantareira chegou a 19,8% do volume útil e entrou na faixa 4 (restrição), o período de menor pressão durava 10 horas. Com as chuvas de fevereiro, o nível subiu para 23,6% e passou à faixa 3 (alerta), com oito horas de pressão reduzida. Paralelamente, São Paulo vive o setembro mais chuvoso desde 1943: até as 9h desta segunda foram registrados 253,8 mm no Mirante de Santana, volume três vezes maior que a média mensal de 83,3 mm.
O painel de acompanhamento da Arsesp define sete faixas de operação para controlar a oferta de água, incluindo ajustes de pressão noturna. Em um mês, o volume útil do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) subiu de 46% para 52,1%. A Represa Guarapiranga passou de 72,5% para 89,5% após 269,5 mm de chuva; o sistema Rio Claro, de 49,2% para 52% com 300,8 mm; e São Lourenço alcançou 93,6% diante de 309,6 mm, a maior pluviosidade entre todos.
A situação atual contrasta com 14 de setembro de 2025, quando o SIM operava com apenas 33,8% e o Cantareira estava em 31,3%, após míseros 0,1 mm de chuva no mês. Em junho, com o sistema em 39,9%, a Sabesp obteve autorização extraordinária para captar água da bacia do Rio Paraíba do Sul até 31 de dezembro de 2026. Obras como a transferência do Sistema Itapanhaú (2.500 litros por segundo) e a futura transposição Billings-Taiaçupeba (4.000 l/s) reforçam a segurança hídrica. A redução de pressão noturna economizou cerca de 193 bilhões de litros — volume suficiente para abastecer 33 milhões de pessoas por 30 dias — e a Sabesp investiu R$ 1,6 bilhão em 2025, planejando quase R$ 8 bilhões em ações até 2030. Segundo o Estudo Perdas de Água 2026 do Trata Brasil, São Paulo apresenta o menor índice de perdas entre as cinco maiores cidades do país, com 24,4%.








