O que se sabe sobre o assassinato de homem esfaqueado exibido em live

Posted by


Mulher é presa após transmitir assassinato a facadas em Ribeirão Preto (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de São Paulo deu início a um inquérito para apurar o assassinato de Marcus Vinicius Gonçalves da Silva, de 32 anos. O autônomo foi encontrado esfaqueado dentro de um apartamento no bairro Reserva Macaúba, na Zona Norte de Ribeirão Preto, na madrugada da última segunda-feira (07). A principal suspeita, Amanda Carla da Silva, de 22 anos, foi detida em flagrante e, em audiência de custódia, a prisão preventiva foi decretada pelo crime de homicídio. O caso ganhou notoriedade após a investigada transmitir ao vivo, nas redes sociais, imagens do corpo da vítima ensanguentado no chão do imóvel.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Policiais militares foram acionados para atender à ocorrência e encontraram Marcus Vinicius sem vida, com profundas perfurações no pescoço. No local, os agentes apreenderam duas facas sujas de sangue. Amanda foi localizada ainda no corredor do condomínio, onde permaneceu até a chegada da equipe. A transmissão ao vivo gerou comoção nas redes sociais e acendeu debate sobre limites e responsabilidade em vídeos com cenas de violência.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Em depoimento na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto, Amanda declarou ter agido em legítima defesa. Ela afirmou que compartilhava o apartamento com a vítima há cerca de dois meses apenas para dividir custos e negou relacionamento amoroso. Conforme a suspeita, ao voltar de um compromisso encontrou Marcus Vinicius armado com uma faca, o que a teria obrigado a se defender usando outra lâmina guardada sob o travesseiro.

Por outro lado, familiares de Marcus Vinicius refutam a versão de legítima defesa e afirmam que o casal mantinha uma união estável. A irmã da vítima ressaltou que ele era uma pessoa carinhosa e sem histórico de agressividade. Para comprovar o vínculo afetivo e a ausência de violência prévia, a família apresentou mensagens trocadas entre o casal e comprovantes de compra de alianças.

O advogado que representa os parentes sustenta que os laudos periciais e outros elementos coletados na cena do crime não corroboram a tese de defesa. Segundo o defensor, a distribuição das lesões e as circunstâncias do homicídio indicam ação intencional, afastando a hipótese de reação a uma ameaça iminente.

A Polícia Civil também apreendeu os telefones celulares de ambos para perícia, visando analisar o histórico de conversas e os registros da transmissão ao vivo. Além disso, os investigadores coletam imagens do circuito interno de segurança do prédio e aguardam os exames do Instituto Médico Legal (IML) para aprofundar as apurações.

Enquanto o inquérito prossegue, a prisão preventiva de Amanda segue vigente, sem previsão de substituição por medidas cautelares. A defesa da investigada poderá apresentar novos argumentos após a conclusão da perícia nos dispositivos e laudos técnicos. A expectativa é que, com a análise dos dados coletados, a polícia esclareça a cronologia exata dos fatos e defina se houve excesso ou se a legítima defesa se sustenta.