
Coluna de fumaça e água ergue-se após o projétil atingir o casco de um navio petroleiro no Golfo de Omã. (Foto: Instagram)
Um navio petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida na noite de 29, enquanto navegava rumo ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para o transporte de petróleo global. Embora o impacto tenha perfurado parte do casco, a embarcação não chegou a sofrer danos estruturais graves que comprometessem sua estabilidade ou segurança.
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O alerta partiu da agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), que registrou o episódio sob o nº 122. Segundo o comunicado, a notificação à central de monitoramento chegou com atraso, o que atrasou o acionamento de equipes de apoio e a avaliação inicial dos danos.
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Conforme o documento oficial, o ataque ocorreu por volta das 20h53 (horário local), a cerca de 12 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã. Fontes preliminares apontam que o projétil não explodiu internamente, limitando-se a causar uma perfuração na estrutura externa do navio.
Equipes da marinha de Omã e inspetores ambientais chegaram à área nas horas seguintes, confirmando que não houve feridos entre os tripulantes e não foram identificados vazamentos de combustível ou carga. Essa constatação afasta, por ora, o risco de um desastre ambiental na região.
Nenhum grupo até agora reivindicou a autoria do disparo. A UKMTO mantém recomendação de “cautela extrema” a todas as embarcações que circulam pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz, rotas por onde transitam aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente.
Analistas de segurança ressaltam que incidentes similares se intensificaram nos últimos anos, no contexto das tensões entre Irã, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Alguns ataques anteriores foram atribuídos a milícias ligadas ao Irã ou aos houthis, o que eleva a preocupação de armadores e governos quanto à estabilidade da rota.
O Estreito de Ormuz, no seu ponto mais estreito com 33 quilômetros de largura, conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é vital para abastecer mercados na Ásia, Europa e América. Qualquer perturbação nessa passagem pode reverberar nos preços do petróleo e na segurança energética mundial.
Em resposta, algumas companhias de navegação já sinalizaram mudanças temporárias de rota ou contratação de escoltas privadas. Organismos internacionais e governos regionais reforçam o monitoramento e revisam protocolos de segurança para minimizar riscos e assegurar a fluidez do tráfego marítimo.








