Acusações anônimas contra Raquel Lyra invadem ruas do Recife e agitam a campanha

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Anônimos distribuem panfletos com ataques infundados a Raquel Lyra em Recife (Foto: Instagram)

No domingo (30), panfletos e cartazes anônimos com ataques pessoais à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) foram espalhados em diversos pontos do Recife. As peças veiculam acusações graves e infundadas, sem indicar autoria, financiamento ou responsáveis pela impressão, e geraram reação imediata das principais campanhas eleitorais da capital pernambucana.
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Os materiais não apresentam qualquer comprovação sobre sua origem e não há registro público de que alguma candidatura tenha participado da produção ou distribuição. Um dos cartazes chega a relacionar Raquel Lyra à morte do marido, Fernando Lucena, ocorrida em outubro de 2022, no primeiro turno das eleições do ano passado, sem apresentar provas.
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Outra peça utiliza recursos de edição para associar a governadora a personagens envolvidos em crimes de grande repercussão nacional. Também circulou uma montagem que coloca Raquel Lyra ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em tentativa explícita de ligação política e criminalização.

A Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato João Campos (PSB), repudiou o material e negou qualquer relação com sua confecção. Em nota oficial, a aliança afirmou que recorrerá à Justiça Eleitoral para identificar e responsabilizar os autores, considerando as ações “crimes contra a honra” e violação da legislação eleitoral.

João Campos também se manifestou em suas redes sociais, lembrando a perda do pai, o ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha de 2014, e afirmando que não aceitará que tragédias familiares sejam usadas como instrumento político. O candidato Ivan Moraes (PSOL) também expressou solidariedade a Raquel Lyra e pediu investigação rigorosa sobre a produção, o financiamento e a distribuição dos panfletos.

A assessoria de Raquel Lyra informou que estuda as medidas jurídicas cabíveis e prepara ação na Justiça Eleitoral para rastrear a origem do material. O episódio intensifica a tensão entre os principais grupos políticos de Pernambuco, após semanas de troca de acusações sobre o uso de estruturas digitais, perfis falsos, robôs e supostos “gabinetes do ódio”. Agora, a ofensiva saiu das redes sociais e chegou às ruas sem que os responsáveis tenham sido identificados.