
Navios russos desviam rota por África e Oriente Médio após bloqueio no Mar Negro (Foto: Instagram)
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (28) que a própria Rússia reconhece o bloqueio quase total de sua Frota do Mar Negro em Novorossiysk, resultado dos constantes ataques ucranianos com drones. Segundo ele, as embarcações permanecem retidas no porto e não conseguem zarpar para o mar, comprometendo a movimentação naval russa na região.
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Em publicação na rede social X, o líder ucraniano reforçou que a cúpula do governo de Moscou não encontra meios de reverter o impasse e liberar os navios. Além disso, a Inteligência de Defesa da Ucrânia possui evidências de que as operações foram interrompidas em uma das maiores refinarias de petróleo do país, localizada em Kstovo.
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De acordo com as informações reunidas pelos serviços ucranianos, a refinaria de Kstovo, responsável pelo processamento de cerca de 17 milhões de toneladas de petróleo por ano, teve suas atividades paralisadas. Outras unidades de refino também teriam sofrido interrupções semelhantes, afetando a capacidade de produção de combustíveis e derivados essenciais ao esforço de guerra russo.
Zelensky acrescentou que as agências de inteligência da Ucrânia dispõem de dados atualizados sobre a fabricação de mísseis balísticos na Rússia e os planos de ampliar esse ritmo produtivo. Ele ressaltou a necessidade de reforçar sanções nas principais jurisdições globais para conter o fornecimento de componentes, equipamentos e máquinas-ferramenta que sustentam a indústria bélica russa.
O líder ucraniano destacou que, sem insumos estrangeiros, a Rússia fica praticamente incapaz de desenvolver qualquer etapa de seu programa de mísseis balísticos. Ele apelou aos parceiros internacionais para assumirem a responsabilidade de vedar totalmente o acesso a peças e tecnologias utilizadas na montagem e no disparo desses armamentos.
Por fim, Zelensky observou que determinadas categorias de exportação russa registraram queda de até 80% somente neste mês, gerando impactos significativos tanto no orçamento federal quanto nas finanças regionais. Segundo ele, diversas administrações locais já se encontravam à beira da falência antes mesmo dessas perdas, agravando a crise econômica enfrentada pelo país.








