
Rei Harald V da Noruega em traje cerimonial durante cerimônia oficial em Oslo. (Foto: Instagram)
O rei Harald V da Noruega faleceu na manhã desta sexta-feira (28), aos 89 anos, após internação em Oslo. Soberano desde 1991, ele se destacou pela modernização do reinado e por discursos voltados à diversidade.
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De acordo com a Casa Real, o monarca morreu “tranquilamente” às 6h35 no Hospital Universitário de Oslo. Era o europeu com o reinado mais longo em atividade e liderou a Noruega por mais de três décadas, mantendo um forte vínculo com a população.
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Harald estava internado desde 17 de agosto para tratar uma anemia hemolítica, condição que destrói glóbulos vermelhos mais rápido do que o corpo repõe. Durante o tratamento, o rei desenvolveu uma infecção bacteriana no sangue e seu estado foi classificado como “extremamente grave” na quinta-feira, 27 de setembro.
A rainha Sonja e o príncipe herdeiro Haakon suspenderam compromissos e permaneceram ao lado do monarca nas horas finais. Com a morte, Haakon assume automaticamente o trono como rei Haakon VIII, cargo que já exercia na prática durante a ausência do pai por motivos de saúde.
Substituto de Olav V em janeiro de 1991, Harald V ganhou popularidade ao aproximar a monarquia da sociedade em transformação. Defensor da tolerância, ele pregou a inclusão de imigrantes e o respeito à comunidade LGBTQIA+. Seu discurso sobre diversidade de origens e crenças teve repercussão internacional.
Após os ataques terroristas de 22 de julho de 2011 em Oslo e na ilha de Utøya, que deixaram 77 mortos, o rei foi figura de consolidação nacional, adotando tom pessoal para compartilhar publicamente a dor das famílias das vítimas.
Além de estadista, Harald foi atleta de vela em três edições dos Jogos Olímpicos (Tóquio-1964, Cidade do México-1968 e Munique-1972). Mais velho, continuou apoiando competições náuticas e ações de preservação ambiental.
Ao longo dos anos, o rei enfrentou câncer na bexiga (2003), passou por procedimentos cardíacos e passou a usar marca-passo em 2024. Mesmo com saúde fragilizada, recusou-se a abdicar, alegando compromisso vitalício com o Parlamento. Em nota, o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre lamentou profundamente a perda e elogiou a habilidade de Harald em unir o país. Em homenagem, bandeiras foram içadas a meio-mastro, as Forças Armadas realizaram salvas de 21 tiros em diferentes pontos do território e observarão um minuto de silêncio. O rei deixa a esposa Sonja, os filhos Haakon e Märtha Louise e netos; a Casa Real divulgará detalhes de velório e funeral.








