
Habib’s pede recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões (Foto: Instagram)
O Grupo Gennius, responsável pela rede Habib’s — uma das maiores cadeias de restaurantes do país —, ajuizou pedido de recuperação judicial ao reportar um endividamento de R$ 265,2 milhões. A solicitação foi processada pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e envolve dezenas de empresas que integram o conglomerado, responsável pela administração de unidades em várias regiões do Brasil.
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O requerimento apresentado ao Judiciário detalha o montante total da dívida e busca garantir a continuidade das operações enquanto negocia condições de pagamento. A recuperação judicial viabiliza a renegociação de prazos e valores com credores sem interromper o funcionamento das lojas. Para acompanhar o processo, o Tribunal nomeou a KPMG Corporate Finance como administradora judicial, incumbida de supervisionar cada etapa de reestruturação financeira.
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O pedido de recuperação engloba 178 empresas ligadas ao Grupo Gennius, além dos sócios Alberto Saraiva e Belchior Saraiva, principais acionistas do negócio. O juiz Jomar Juarez Amorim deferiu o processamento do pedido e fixou prazo de 60 dias para que o grupo apresente um plano detalhado de recuperação aos credores, sob pena de eventuais sanções previstas na legislação falimentar.
A diretoria do Habib’s atribui o agravamento da situação financeira a vários fatores: os impactos decorrentes da pandemia de covid-19, as mudanças no perfil de consumo, o crescimento acelerado do serviço de delivery e o aumento das taxas de juros que elevaram o custo dos insumos. Segundo a empresa, antes do pedido formal já havia sido tentada uma mediação judicial, mas sem sucesso na negociação das dívidas.
Em comunicado oficial, o Grupo Habib’s enfatizou que todas as unidades permanecem com atendimento normal e que não haverá interrupção das operações. A medida, de acordo com a companhia, tem como objetivo preservar a sustentabilidade do negócio, manter o padrão de qualidade do serviço e proteger os empregos dos colaboradores durante o processo de reestruturação.
Com o deferimento do pedido de recuperação judicial, inicia-se a etapa de negociação entre o conglomerado e seus credores para aprovação do plano de pagamento. A KPMG Corporate Finance ficará responsável por fiscalizar o cumprimento dos prazos e o desenvolvimento das propostas, enquanto as lojas seguem em funcionamento até que o novo modelo financeiro seja colocado em prática.








