
Investigação apura exploração sexual e financeira na morte de menina de 10 anos em Peruíbe (Foto: Instagram)
A investigação sobre a morte de Samyra Roberta de Lima Almeida, de 10 anos, ganhou um desdobramento mais grave. A polícia trabalha para esclarecer se a menina vinha sendo explorada sexualmente e se os abusos tinham como objetivo gerar ganhos financeiros. As autoridades também buscam identificar possíveis envolvidos que tiraram vantagem da situação. A mãe de Samyra, Angélica, foi presa na terça-feira (25) sob suspeita de participação no caso, após diligências apontarem novas contradições em seu depoimento.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A nova linha de investigação surgiu de exames periciais apontando indícios de violência sexual recorrente no corpo da criança, conforme informou o Balanço Geral Manhã. Agora, os investigadores apuram quem praticou os abusos, há quanto tempo eles vinham ocorrendo e se outras pessoas estavam envolvidas no esquema. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a existência de lucro decorrente dos crimes ou a identificação dos beneficiários financeiros.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Segundo a Polícia Civil, o depoimento de testemunhas e as provas reunidas durante as fases iniciais da apuração levantaram dúvidas sobre a versão apresentada pela família. Em razão dessas inconsistências, Angélica foi detida preventivamente para evitar o risco de interferência no inquérito. Ela segue à disposição da Justiça enquanto a perícia continua a analisar vestígios e documentos que possam confirmar sua eventual responsabilidade criminal.
O corpo de Samyra foi encontrado na madrugada dentro da área externa da residência da família em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A menina estava com uma coleira de cachorro presa ao pescoço quando o irmão mais velho localizou o corpo. Esse cenário chocou as equipes de resgate e intensificou os questionamentos sobre as circunstâncias em que a criança chegou àquele estado antes de ser descoberta.
Inicialmente, os investigadores consideraram a hipótese de suicídio, mas descartaram-na logo depois ao concluir que seria improvável que uma criança de 10 anos conseguisse reproduzir sozinha a dinâmica encontrada. Profissionais que atenderam a ocorrência registraram sinais claros de violência física e sexual, o que levou a Polícia Civil a tratar o caso como morte suspeita e a ampliar a coleta de depoimentos, exames e perícias no local.
Uma reconstituição foi realizada na casa de Samyra para confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos com os vestígios encontrados. Durante o procedimento, os peritos identificaram divergências entre relatos da mãe e de outras testemunhas. A polícia também acompanha a análise de celulares, imagens e mensagens trocadas por pessoas próximas à família, na tentativa de reconstruir os últimos momentos da criança e de revelar se havia exploração financeira por trás dos abusos.
Ainda não foi divulgado quem cometeu os abusos ou detalhes sobre o interesse financeiro no crime. A definição da responsabilidade de Angélica e de outras pessoas depende dos laudos periciais e do andamento do inquérito. Com essa nova linha de apuração, o caso ultrapassa as circunstâncias da morte e tenta esclarecer se existia uma rede de exploração voltada para lucro envolvendo a criança.








