Dólar sobe levemente com exterior em dia de sanções dos EUA ao Irã

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Dólar fecha a R$ 5,1532 em leve alta com mercado em compasso de espera (Foto: Instagram)

O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira (24) cotado em R$ 5,1532, alta de 0,16% em relação ao pregão anterior, acompanhando o movimento de valorização da moeda americana no mercado internacional. Com a agenda doméstica praticamente vazia e sem novidades no cenário eleitoral, o câmbio operou de forma moderada ao longo do dia, segundo observam operadores.

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Apesar do anúncio dos Estados Unidos sobre sanções a países que mantenham laços econômicos com o Irã na tentativa de isolar o governo de Teerã, o apetite por risco não sofreu grande reação. Em coletiva à tarde para detalhar a iniciativa chamada ‘Economic Outcast’, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, não nomeou as nações que serão alvo das medidas. O preço do petróleo recuou mais de 2%, devolvendo parte das altas superiores a 6% registradas na semana anterior.

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“O dia foi marcado por baixo volume de operações. Os investidores estrangeiros que não liquidaram suas posições no início do mês já realizaram hedge nos ativos domésticos, e parece que o período de maior pressão sobre o real já ficou para trás”, avalia Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. Na avaliação dele, os participantes do mercado não demonstraram sensibilidade ao noticiário do Oriente Médio na sessão de hoje.

Depois de ultrapassar a faixa de R$ 5,20 e atingir, na terça-feira (18), o maior patamar de fechamento desde 30 de março, o dólar perdeu força e encerrou o último pregão da semana passada abaixo dos R$ 5,15. Durante a sexta-feira, houve intensa especulação sobre a possibilidade de estreitamento significativo da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral, mas a pesquisa Datafolha de intenção de votos, considerada a mais aguardada, não confirmou esta tendência. No cenário de segundo turno simulado, Lula manteve numericamente a dianteira, embora ainda empatado dentro da margem de erro.

Em agosto, a moeda norte-americana acumula valorização de 1,63% frente ao real, reflexo, em grande medida, do aumento dos prêmios de risco associados às incertezas eleitorais. Há preocupação de que a reeleição de Lula implique a continuidade da atual política fiscal, considerada insuficiente para conter o avanço da relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

“Essa incerteza em relação ao resultado da eleição eleva a volatilidade do câmbio”, afirma o economista Ian Lopes, da Valor Investimentos. No cenário externo, o mercado também mantém postura cautelosa em expectativa à fala do presidente do Federal Reserve no Simpósio de Jackson Hole, que terá início na quinta-feira (27).

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operou em alta de 0,22%, atingindo 99,016 pontos por volta das 17h, após alcançar máxima de 99,063 pontos no dia. Mesmo assim, o indicador ainda registra queda de cerca de 0,80% em agosto, influenciado principalmente pela decisão do Tesouro dos EUA de dobrar as recompras de títulos de longo prazo na semana passada.

“O dólar subiu de forma moderada hoje em relação ao real, em grande parte puxado pela valorização global da moeda americana, reflexo da cautela dos investidores diante dos próximos sinais do Fed e do desenrolar das negociações entre EUA e Irã”, destaca Eduardo Gonçalves, gestor de portfólios da Aurum Wealth Management.