Dólar abre em alta ante o real em cenário de cautela global e tensão entre EUA e Irã

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Notas de dólar empilhadas simbolizam a oscilação da moeda (Foto: Instagram)

O dólar à vista iniciou a quinta-feira (20) em alta, acompanhando a valorização da moeda norte-americana diante das principais divisas emergentes. Após renovar sua máxima intradiária logo na abertura, o câmbio perdeu força e passou a oscilar próximo da estabilidade, sem descolamento relevante em relação aos pares mundiais.
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Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram em 6 mil na semana encerrada em 15 de agosto, totalizando 206 mil solicitações, abaixo do consenso de 211 mil. Apesar de ter vindo melhor do que o esperado, o dado não provocou reação adicional relevante na cotação do dólar frente ao real até o momento.
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No cenário internacional, o mercado segue de olho na alta do petróleo, com o Brent rondando US$ 94 por barril em razão das tensões crescentes entre Estados Unidos e Irã. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) voltaram a subir, revertendo parte do forte recuo observado na véspera (19).

No Brasil, investidores também monitoram o impacto dos preços do petróleo e das taxas de juros nos EUA sobre o câmbio doméstico, além de acompanhar o desenrolar das campanhas eleitorais e as discussões acerca da trajetória fiscal do país.

Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o controle dos gastos obrigatórios como sinal de que essa rubrica não crescerá de forma desordenada. Em entrevista à Rádio CBN, representando a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Durigan disse ser possível reverter o rumo da dívida pública mediante uma política de juros mais moderados.

Ainda nesta quinta, o Banco Central ofertará até 50 mil contratos de swaps cambiais para rolagem dos vencimentos de setembro, com operação marcada para as 11h30. Às 11h45, o Tesouro Nacional promoverá leilão de títulos prefixados. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa na ocasião da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Na quarta (19), o dólar à vista fechou em queda de 0,86%, a R$ 5,1766, interrompendo uma sequência de três pregões acima de R$ 5,20.