
Fachada da Bolsa de Valores de Nova York (Foto: Instagram)
Com cerca de 83% das companhias do índice STOXX 600 já divulgando balanços relativos ao segundo trimestre, o índice registrou alta agregada de 20% nos lucros reportados, segundo estudo da FactSet divulgado nesta sexta-feira (14). Isso equivale a resultados sólidos e acima das expectativas iniciais do mercado europeu.
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De acordo com a análise da equipe StreetAccount European Macro, as vendas cresceram a um ritmo moderado de 9,5%, pouco acima das projeções de meses anteriores. A surpresa geral do lucro por ação (EPS) ficou em 4,8%, enquanto as receitas vieram 2,7% acima do estimado pelos analistas.
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Lubrificado pela alta dos preços do petróleo, o setor de Energia despontou como o grande protagonista do trimestre, com crescimento de 124% no EPS e aumento de 36% nas vendas, aponta a FactSet. A elevação das cotações pressionadas pelo conflito no Oriente Médio contribuiu fortemente para esse desempenho.
Entre as gigantes do setor, a BP teve salto significativo no lucro do segundo trimestre, alcançando US$ 5,73 bilhões, ante US$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre. A empresa atribuiu o resultado à maior volatilidade nos mercados de energia e a ganhos expressivos em sua operação de trading de petróleo.
O segmento de Imobiliário também mostrou fôlego, com EPS subindo 53% e receitas em alta de 26%. Na sequência, o setor de Materiais Básicos anotou avanço de 35% no lucro por ação e crescimento de 8% nas vendas. Já o ramo de Tecnologia apresentou elevação de 17% no EPS, acompanhada de salto de 14% na receita.
No extremo oposto, o Consumo Discricionário registrou queda de 24% nos lucros, apesar de retração de apenas 1% nas vendas, refletindo pressões sobre o poder de compra dos consumidores. Os setores de Consumo Básico e Telecomunicações fecharam o período com ganhos de EPS em faixa baixa de um dígito.
Com esses resultados, a Europa conclui um segundo trimestre de balanços que se posiciona entre os mais fortes observados nos últimos anos, impulsionado principalmente pela recuperação dos preços de commodities e pelo desempenho do setor energético.








