
Eclipse solar deixa dezenas de alemães com lesões oculares (Foto: Instagram)
Após o eclipse solar de 12 de agosto, dezenas de pessoas buscaram atendimento em hospitais e clínicas oftalmológicas na Alemanha ao observarem o fenômeno sem proteção ocular adequada. Unidades em Berlim e em diferentes cidades de Baden-Württemberg tiveram um aumento significativo de casos com queixas de dor nos olhos, visão borrada e sensibilidade à luz. Segundo especialistas, as queimaduras na retina podem não causar desconforto imediato, mas evoluir para danos irreversíveis se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O surto de procura por assistência médica começou nas horas e dias seguintes ao evento, que ocorreu na quarta-feira (12). Pacientes relataram sintomas variados, como dores de cabeça, tontura, sensação de areia nos olhos e flutuações visuais após exposição direta ao Sol sem filtros apropriados. Clínicas oftalmológicas e departamentos de emergência passaram a receber relatos de distúrbios visuais e ofuscamento prolongado, indicando lesões causadas pela intensidade da luz solar no período do eclipse.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na capital, o Hospital Charité e a rede Vivantes atenderam juntas aproximadamente 20 pacientes com queixas visuais. A maioria relatou dor ao expor os olhos à luz e pontos escuros no campo de visão. As equipes de oftalmologia permanecem em alerta, pois lesões na retina podem manifestar-se totalmente apenas dias após a exposição, exigindo acompanhamento contínuo.
No estado de Baden-Württemberg, o padrão se repetiu em diversas cidades. Em Mannheim, a clínica oftalmológica do Hospital Universitário registrou cerca de 20 consultas logo após o eclipse. Segundo o diretor Robert Patrick Finger, os pacientes apresentaram fotofobia, visão turva e cefaleia, mas a expectativa é de recuperação total sem sequelas. Em Stuttgart, outras 20 pessoas buscaram socorro médico por suspeita de queimaduras retinianas; até o momento, nenhum caso grave foi identificado.
O Departamento Federal de Proteção Radiológica (BfS) da Alemanha reforçou que olhar diretamente para o Sol sem filtros específicos pode provocar queimaduras profundas na retina em questão de segundos. O órgão destaca que, diferentemente da pele, a retina não dispõe de receptores de dor, o que impede o paciente de perceber o dano no momento da exposição. Esse risco é agravado pela ilusão de conforto quando o Sol está parcialmente encoberto.
Entre as complicações mais graves estão cicatrizes permanentes na retina, que podem reduzir a acuidade visual, e a perda de parte do campo de visão, especialmente na região central. Em casos severos, a pessoa pode desenvolver manchas escuras ou pontos cegos que não regridem. Sintomas tardios, como visão embaçada ou flashes de luz, costumam surgir horas ou até dias após o incidente, dificultando o diagnóstico precoce.
Médicos alemães prevêem que o número de atendimentos continuará em alta nos próximos dias e semanas, à medida que pacientes apresentem sintomas tardios. O alerta permanece para que a população utilize óculos de segurança certificados em futuros eventos solares e procure auxílio médico ao perceber qualquer alteração na visão após observar o fenômeno.








