Estados Unidos revogam mais de 750 vistos para combater turismo de nascimento

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Porta-voz do Departamento de Estado americano anuncia revogação de vistos para frear ‘turismo de nascimento’ (Foto: Instagram)

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, afirmou em entrevista à Fox News que a diplomacia americana cancelou mais de 750 vistos com a finalidade de coibir o chamado “turismo de nascimento”. Essa prática consiste em mulheres estrangeiras que viajam aos Estados Unidos apenas para dar à luz em solo norte-americano, garantindo cidadania a seus filhos. Pigott ressaltou que, somente nos últimos dias, cerca de 150 vistos foram revogados como parte dessa ação do governo.

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O presidente Donald Trump assinou, em 6 de agosto, uma determinação que classifica o combate ao turismo de nascimento como prioridade de segurança nacional. De acordo com o porta-voz, essa medida acelerou significativamente o processo de revisão e cancelamento de vistos suspeitos. A iniciativa reforça a mensagem de que o país não tolera fraudes relacionadas à obtenção de direitos de cidadania através do parto em território estadunidense.

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Segundo reportagem do site Axios, a legislação vigente já impede a concessão de visto de turista quando o propósito principal é obter a nacionalidade americana para a criança que nascerá nos EUA. Além disso, as autoridades de imigração contam com poder discricionário para negar a entrada de gestantes, caso identifiquem indícios de que viajaram exclusivamente para dar à luz no país. Essa interpretação busca fechar brechas no sistema de vistos.

Em sua entrevista, Pigott mencionou que as autoridades têm examinado casos envolvendo tanto redes organizadas quanto indivíduos que usam vistos inadequados para esse fim. Exemplos envolvem visitantes com vistos de turismo, negócios ou outros tipos, que possuem planos de permanecer por até cinco meses, apesar de declararem estar em férias de apenas uma semana. Muitos recebem orientações sobre como enganar agentes e evitar o pagamento de despesas médicas.

O porta-voz destacou ainda a existência de anúncios difundidos globalmente, nos quais intermediários prometem cidadania automática a quem contratar esses serviços e mentir aos oficiais de visto. “Eles prometem um mundo sem fronteiras para as pessoas que pagarem por isso, mas isso configura fraude”, disse ele. Segundo Pigott, as novas diretrizes têm como meta pôr fim a essas práticas e fortalecer a integridade do processo de concessão de vistos.

A revogação de centenas de vistos confirma a postura mais rígida da gestão Trump no controle imigratório. A expectativa é que as autoridades mantenham a vigilância e ajustem procedimentos técnicos para identificar e coibir tentativas de burlar a legislação. O governo americano reforça que protegerá os recursos públicos e assegurará que a cidadania alcançada no país seja resultado de processos legais e legítimos.