Prints expõem a pressão sofrida pela mãe de Gustavo antes da tragédia

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Mãe de Gustavo Veloso publica conversas tensas com o pai antes da tragédia (Foto: Instagram)

A mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, divulgou registros de conversas por aplicativo trocadas com o pai da criança, Igor Gustavo Veloso de Souza (33), semanas antes do menino ser encontrado morto em Palmas (TO). Nos diálogos, o genitor usa um tom ríspido para cobrar a entrega do filho, mesmo depois de ser informado de que a criança estava com febre de 40,8 °C. Esses registros reforçam a tensão vivida pela mãe frente às insistências de Igor.
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Nos prints reunidos do mês de julho, Igor demonstra impaciência ao insistir na busca pelo menino. Em um trecho, ele chega a escrever “Por favor. Não pisa na bola” quando a mãe busca explicar a situação médica. Ela responde: “Como vou deixar o menino doente ctg Igor? Só se eu tivesse maluca tu não anda c tempo pra cuidar nem de tu imagina do Gustavo com 40.8 de febre”. Esse diálogo revela o conflito entre o direito de visitas e a necessidade de resguardar a saúde da criança.
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Em outra conversa, registrada em um sábado, Igor eleva a cobrança. Ele escreve: “Se vc estiver fazendo diária ou estiver no inferno, deixa o menino. Por favor”. Quando a mãe avisa que o filho já estava dormindo, ele pressiona: “Não pode acordar?” e “Não pode vir dormindo?”. A repetição das mensagens demonstra a urgência e a frieza do pai, que desconsidera o estado de saúde do filho ao impor o cronograma de visitas.

O caso de Gustavo teve desfecho trágico em 3 de agosto de 2026, quando o menino foi encontrado morto em Palmas. Igor e sua companheira, Kathellen Moreira (23), foram presos sob suspeita de tortura e homicídio com sinais de extrema violência física. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou hemorragia interna e múltiplas lesões corporais graves, confirmando que a morte não decorreu de causas naturais.

A viralização dos prints traz à tona o dilema enfrentado pela mãe: ao mesmo tempo em que luta para proteger o filho doente, enfrenta cobranças ríspidas que colocam em xeque o cuidado mais básico — garantir que Gustavo recebesse atenção médica adequada. O episódio reforça a complexidade da disputa de convivência familiar quando ameaças à integridade da criança se sobrepõem ao direito de visita.