
Vídeos e fotos apontam a criança retornando das visitas ao pai com sinais de agressão e dopada. (Foto: Instagram)
A Polícia Civil informa que a apuração sobre a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, conta com vídeos e fotos que mostram a criança retornando das visitas ao pai com ferimentos e, em alguns casos, “nitidamente dopada”. O material foi anexado ao inquérito e reforça a linha de investigação de agressões que teriam ocorrido antes do óbito.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em coletiva na quinta-feira (06), o delegado Eduardo Menezes destacou que as imagens compõem o histórico de violência que, segundo perícias, já existia desde 2024. “Há vídeos dessa criança chegando machucada das visitas desde 2024. Há vídeos dessa criança nitidamente dopada, chegando das visitas. Há registro fotográfico de lesões”, afirmou, apontando para um padrão de abusos prolongado.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Segundo a investigação, os registros foram entregues pela mãe, Sabrina da Silva Feitosa, nos primeiros depoimentos. O material está sendo analisado em conjunto com fotografias, laudos periciais e outras provas coletadas, com o objetivo de reconstruir toda a cronologia de lesões e identificar responsáveis.
Os dois pais não viviam juntos e mantinham disputas judiciais pela guarda e convivência de Gustavo. Sabrina relatou que o menino frequentemente voltava com hematomas, arranhões e marcas pelo corpo após ficar com o pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa.
Em depoimento, a advogada de Sabrina, Stella Bueno, informou que a cliente demonstrava receio de tomar medidas mais drásticas por causa de ameaças ditas feitas pelo ex-companheiro. “O medo e o temor pela própria vida e pela do filho impediam que ela autorizasse providências mais drásticas naquele momento”, disse Stella.
Nesta quinta-feira, o pai da criança e a companheira dele, Kathellen Moreira, tiveram prisão preventiva decretada e foram detidos, sob suspeita inicial de homicídio duplamente qualificado e tortura. Ambos permanecem à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem.
O laudo do Instituto Médico Legal descartou afogamento e apontou múltiplas lesões no corpo, hemorragia interna e laceração intestinal. Para os peritos, as evidências reforçam que Gustavo foi submetido a um contexto de violência extrema antes de morrer.
A Polícia Civil informou que novas perícias ainda estão em andamento e que a tipificação dos crimes pode ser alterada conforme o avanço do inquérito. A defesa de Igor Gustavo afirma que ele colaborou desde o início e se apresentou voluntariamente, enquanto a defesa de Kathellen optou por não comentar o mérito das acusações devido ao sigilo processual.








