
Inquérito investiga contradições na morte de Fernanda, sobrinha de cantor sertanejo (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Fernanda, de 22 anos, sobrinha do renomado cantor sertanejo Milionário, que fez dupla com José Rico. A jovem deu entrada em um hospital de Mogi Mirim, no interior paulista, com ferimentos graves e não resistiu aos cuidados médicos. O óbito foi registrado na unidade de saúde poucos dias após o atendimento inicial, o que levou as autoridades a aprofundarem as investigações sobre o que realmente ocorreu antes do socorro.
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O caso ganhou repercussão após ser tema de reportagem no programa Cidade Alerta, da Record TV, e passou a ser tratado com desconfiança pela equipe de investigação. As autoridades notaram divergências entre o relato apresentado pelo marido de Fernanda e os laudos periciais. Segundo os delegados, essas inconsistências são suficientes para levantar a hipótese de que a versão inicial pode não corresponder aos fatos ocorridos no local do acidente.
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De acordo com o marido, identificado como Geovane, a jovem teria retirado sua motocicleta para levar compras até a casa da mãe, mas sofrido uma queda durante o trajeto. Fernanda era casada e mãe de uma menina de 5 anos. Contudo, familiares informaram à polícia que o ponto em que a vítima foi encontrada não fazia parte do percurso habitual que ela usava para visitar sua mãe. Além disso, a perícia constatou que a motocicleta apresentava poucas avarias, o que desabona a tese de um impacto de grande magnitude.
No hospital, a equipe médica ficou alerta ao constatar a gravidade dos ferimentos, muito além do esperado em um acidente de motocicleta simples. Os profissionais identificaram múltiplas fraturas no braço esquerdo, ferimentos evidentes no rosto e lesões internas severas, consideradas incompatíveis com uma queda comum. A profundidade de contusões e a possibilidade de hemorragias internas levaram os médicos a comunicarem imediatamente a Polícia Civil, reforçando a suspeita de que houve outro tipo de agressão ou acidente.
Durante os preparativos para o sepultamento, a mãe de Fernanda precisou superar obstáculos para acessar o condomínio onde o casal morava. Ao entrar no apartamento, encontrou Geovane e parentes dele, mas percebeu que todas as roupas e pertences pessoais da filha haviam desaparecido. Uma segunda ocorrência foi registrada na delegacia local para formalizar o sumiço dos objetos. Atualmente, a Polícia Civil de Mogi Mirim segue colhendo depoimentos de amigos, familiares e vizinhos, além de aguardar resultados de exames periciais para esclarecer se houve crime antes do socorro à jovem.








