
Palácio do Planalto, em Brasília, sede do Executivo. (Foto: Instagram)
A demissão de Stevan Gonçalves, chefe da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) no Vale do Jequitinhonha, foi oficializada em 3 de agosto, de acordo com o portal O Tempo. A decisão ocorreu logo após ele determinar o embargo de atividades de uma mineradora na região, gerando repercussões imediatas no cenário ambiental local.
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O sindicato que representa os servidores da Feam questiona a exoneração e exige esclarecimentos sobre os motivos que teriam levado à medida. Para a entidade, a saída de um dirigente alinhado a uma política de controle rigoroso coloca em xeque o compromisso público com a proteção ambiental.
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Trabalhadores e lideranças sindicais manifestam preocupação, argumentando que as ações de embargo são fundamentais para evitar danos ao meio ambiente e coibir irregularidades. Para eles, demitir um servidor que aplicava normas ambientais com rigor representa um retrocesso na busca por sustentabilidade.
Stevan Gonçalves havia sido elogiado publicamente por sua postura firme e por insistir no cumprimento das legislações ambientais. Segundo o sindicato, esses elogios deveriam ter se traduzido em apoio institucional, e não em sua demissão repentina.
A mineradora alvo do embargo ainda não foi identificada pelas autoridades, mas enfrenta graves acusações de descumprimento de regras e está sob investigação. A comunidade local intensificou cobranças por maior transparência na apuração dos fatos e por ações efetivas para proteger os recursos naturais do Jequitinhonha.
Organizações da sociedade civil e ambientalistas criticam a exoneração, interpretando-a como uma tentativa de intimidar ou calar defensores da preservação ambiental. A região, historicamente marcada por exploração mineral, recebe agora atenção redobrada sobre o futuro da fiscalização.
Especialistas alertam que a saída de Stevan pode comprometer a gestão ambiental no Jequitinhonha, onde a fiscalização rigorosa é vital para frear a degradação e garantir a proteção da biodiversidade. A continuidade de políticas firmes na Feam é considerada essencial para enfrentar os desafios locais.








