
Queimaduras nas palmas das mãos de um dos adolescentes vítimas em Nova Lima (MG). (Foto: Instagram)
Um homem de 33 anos foi preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após funcionários da Escola Municipal George Chalmers perceberem queimaduras com bolhas nas mãos de três adolescentes. A Polícia Militar apurou que o suspeito teria despejado canjiquinha fervendo sobre as mãos dos próprios filhos depois de discutir com a companheira, que não é mãe das vítimas.
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Os ferimentos foram identificados em dois estudantes do sexo feminino e um do sexo masculino, com idades de 13, 14 e 16 anos. Preocupados com o estado das crianças, os profissionais da escola acionaram imediatamente o Conselho Tutelar, o que possibilitou o início do atendimento especializado.
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Conforme o boletim de ocorrência, após o desentendimento com a companheira, o homem teria chamado os filhos até a cozinha, onde preparava uma panela de canjiquinha ainda em ebulição. Ele então ordenou que estendessem as mãos e, em seguida, despejou o alimento quente sobre elas, causando queimaduras térmicas dolorosas.
As vítimas foram levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Lima, onde receberam curativos e orientações médicas para tratamento das queimaduras. A Prefeitura local informou que a Secretaria Municipal de Educação mobilizou assistentes sociais e psicólogos da rede municipal para acompanhar o caso e dar apoio às crianças.
O Conselho Tutelar revelou que já havia registros anteriores por suspeita de maus-tratos nessa mesma família. Em situações passadas, os adolescentes chegaram a ser afastados do convívio paternal, mas voltaram para casa sem autorização formal após dispensa da medida protetiva. Diante da gravidade dos fatos recentes e do risco de novas agressões, os três foram encaminhados a um acolhimento institucional provisório.
Os policiais militares iniciaram buscas pelo suspeito e, embora não o tenham encontrado de imediato em casa, souberam que ele costumava buscar os filhos na escola. Ao chegar ao local, foi abordado e conduzido até a delegacia, onde prestou depoimento. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o caso segue em investigação. A violência contra crianças reacendeu o debate sobre a proteção de menores em situações de conflito doméstico.







