
Jairinho e Monique Medeiros em imagens de identificação policial (Foto: Instagram)
O Tribunal do Júri que analisa o processo contra Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, foi interrompido na manhã desta segunda-feira (25) no Fórum do Rio de Janeiro e suspenso ao fim da tarde. A juíza Elizabeth Machado Louro indeferiu 23 requerimentos formulados pela defesa do ex-vereador, que buscava anular parcial ou totalmente o procedimento do júri, levando à paralisação da sessão.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Desde a abertura dos trabalhos, nenhuma das testemunhas previstas teve a chance de depor. A maior parte da tarde foi consumida com a apresentação de pedidos pela defesa de Jairinho, que questionou diversos aspectos processuais — desde a seleção dos jurados até procedimentos de coleta de provas — na tentativa de alterar o curso ou a validade de atos já programados pela corte.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na fase inicial, a defesa chegou a solicitar adiamento do júri sob a alegação de que o criminalista Fabiano Tadeu Lopes, integrante do time de Jairinho, sofreu um infarto no sábado anterior e não teria condições de participar. Poucas horas depois, entretanto, o ex-vereador reformulou sua representação, reconduzindo parte dos profissionais e anunciando a inclusão de seu filho, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, de 28 anos, como membro ativo da equipe.
Após a suspensão da sessão, o advogado Rodrigo Faucz Pereira e Silva, que integra a defesa de Jairinho, deslocou-se ao hall do tribunal para negar que a série de requerimentos tenha motivação procrastinatória. De acordo com ele, todas as medidas adotadas visam assegurar a ampla garantia de um julgamento justo, livre de falhas processuais que possam comprometer a lisura do veredicto e a aplicação correta da lei.
Do outro lado, o assistente de acusação Cristiano Medina da Rocha criticou os recursos da defesa, argumentando que Jairinho mais uma vez busca adiar o desfecho do processo. Ele ressaltou que o conjunto de provas, reunido ao longo das investigações, indica episódios prévios de agressões contra Henry, ocorridos antes de seu falecimento, em março de 2021, fato central que embasa a acusação de homicídio triplamente qualificado.
Medina da Rocha também sustentou que Monique Medeiros tinha pleno conhecimento das atitudes violentas contra o filho e, mesmo assim, acobertou o companheiro durante o relacionamento. Entre as evidências mencionadas, estão depoimentos da babá da criança e registros de conversas que teriam sido anexados ao processo, reforçando a tese de cumplicidade e omissão de socorro, elementos que agravam a responsabilidade da mãe de Henry.
A juíza Elizabeth Machado Louro considerou que vários dos pleitos apresentados já haviam sido deliberados por instâncias superiores e manteve o indeferimento. Com isso, o Tribunal do Júri decidiu suspender os trabalhos até a manhã desta terça-feira (26). Espera-se que, então, se inicie o depoimento das primeiras testemunhas, marco inicial da fase oral que deve definir os contornos do veredicto sobre o caso Henry Borel.







