Identificada a mulher enterrada no quintal de casa após três dias desaparecida

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Retrato de Simony Aparecida Figuero, 29, encontrada morta e enterrada no quintal de sua casa em Itararé (SP). (Foto: Instagram)

Simony Aparecida Figuero, de 29 anos, foi reconhecida nesta sexta-feira (22) como a mulher encontrada morta e enterrada no quintal da casa onde vivia, no bairro Ginásio, em Itararé, interior de São Paulo. O corpo estava parcialmente coberto por folhas e galhos. Após sinais de movimentação estranha, moradores suspeitaram de algo errado e acionaram as autoridades, que atenderam ao chamado durante a manhã.

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Ela estava desaparecida desde quarta-feira (20), quando familiares registraram boletim de ocorrência comunicando seu sumiço. Desde então, as buscas se intensificaram e a Polícia Civil passou a investigar o caso como feminicídio, diante de indícios de que a motivação do crime tenha sido de gênero. A delegacia local coordenava as diligências para encontrar Simony com vida, mas o desfecho foi trágico.

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Segundo o boletim de ocorrência, o corpo de Simony foi localizado coberto por folhas no quintal da própria residência. Vizinhos relataram ter ouvido gritos e pedidos de socorro vindos do imóvel dias antes da descoberta, mas não conseguiram identificar a origem dos sons até que as equipes chegassem ao local. A perícia técnica isolou a área para coletar provas que possam esclarecer as circunstâncias da morte.

O principal suspeito é o companheiro da vítima, de 37 anos, com quem ela tinha um filho de 1 ano e 4 meses. De acordo com a polícia, o homem já respondia por denúncias anteriores de violência doméstica contra Simony, fato que reforça a linha de investigação sobre feminicídio. A Delegacia de Itararé solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito e mantém equipes dedicadas às buscas pelo homem.

Após a perícia inicial, o corpo de Simony foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia, que deve apontar a causa exata da morte. As autoridades aguardam os resultados dos exames complementares para fundamentar o inquérito. A investigação também procura testemunhas que tenham presenciado violência ou discussão na residência.

Até a última atualização, o suspeito e a criança ainda não haviam sido localizados. A Polícia Civil reforçou o pedido de colaboração da população, informando que quem tiver informações sobre o paradeiro do homem pode acionar o Disque-Denúncia. O caso segue com sigilo para preservar o andamento das investigações.

A Prefeitura de Itararé divulgou nota de pesar nas redes sociais, lamentando a morte de Simony e reforçando apelos por respeito, empatia e acolhimento às vítimas de violência. O caso permanece sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Itararé.