
Deolane Bezerra nega acusações e classifica prisão como “desproporcional” (Foto: Instagram)
A defesa de Deolane Bezerra classificou como “desproporcional” a prisão preventiva decretada contra a influenciadora durante a Operação Vérnix e reafirmou a “absoluta inocência” dela. Segundo os advogados, as medidas judiciais não refletem a licitude das atividades desempenhadas por Deolane.
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A investigação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as autoridades, valores da facção chegavam à influenciadora por meio de uma transportadora apontada como braço financeiro do grupo.
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Em nota divulgada em 21 de maio, os defensores de Deolane garantiram que ela continuará colaborando com as apurações e ressaltaram confiar “no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”.
Além da prisão preventiva, a Justiça bloqueou R$ 27 milhões em bens e ativos vinculados a Deolane. Para os investigadores, esses valores apresentam indícios de lavagem de dinheiro e não têm origem comprovada.
A operação também atingiu membros do alto escalão do PCC, como Marco Herbas Camacho, o Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, além de Everton de Souza, o “Player”. No total, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, buscas, apreensões e bloqueios milionários.
O inquérito aponta que uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, servia para ocultar patrimônio e fazer o trânsito de recursos da facção. Everton “Player” teria orientado a distribuição dos valores e indicado as contas destinatárias.
Mensagens, relatórios financeiros e dados de celulares apreendidos pelos policiais revelaram conexões entre integrantes do PCC e empresas ligadas a Deolane. Entre 2018 e 2021, ela teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil—a chamada “smurfing”—e quase 50 depósitos em suas empresas totalizando cerca de R$ 716 mil.
As investigações começaram em 2019, após apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material levou a sucessivos inquéritos que identificaram ordens internas da facção, movimentações incompatíveis com a renda declarada e uso de empresas para lavagem de dinheiro. Deolane passou semanas em Roma e chegou a figurar na Difusão Vermelha da Interpol antes de retornar ao Brasil.







