
Prateleira de refrigerantes com lacres violados para extração de figurinhas da Copa (Foto: Instagram)
A promoção de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 em embalagens de refrigerantes tem gerado apreensão em redes de supermercados de diversas cidades do país, segundo relatos de lojistas. Consumidores têm removido os rótulos das garrafas da Coca-Cola dentro dos estabelecimentos para obter figurinas sem adquirir os produtos, trazendo prejuízos financeiros e forçando comerciantes a descartar itens violados.
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Proprietários e gerentes de mercado afirmam que os casos se intensificaram após o lançamento do álbum oficial da Copa, que dedica página exclusiva a cromos distribuídos em embalagens de refrigerantes. A prática culmina na retirada dos rótulos promocionais ainda no piso de vendas, sem que as bebidas sejam levadas ao caixa.
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Após a remoção dos rótulos, os refrigerantes perdem informações obrigatórias, como data de validade, número de lote e composição, o que os torna irregulares para comercialização. Com isso, as embalagens desviadas não podem retornar às prateleiras e acabam descartadas, gerando ainda mais perdas para os estabelecimentos.
Para conter as ocorrências, algumas redes têm escondido produtos promocionais em corredores menos acessíveis ou adotado o uso de fitas adesivas e lacres extras para proteger os rótulos. Em alguns casos, foi reforçado o monitoramento por câmeras e intensificada a ronda de funcionários pelas gôndolas.
Representantes do setor supermercadista alertam que o prejuízo decorrente dessas violações pode ser repassado ao consumidor. “Ao retirar o rótulo, há uma não conformidade legal que impede a venda do produto e leva ao descarte. Isso gera perdas significativas que podem afetar a lucratividade e, consequentemente, acarretar aumento de preços”, explica Carlos Eduardo Santos, presidente da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe).
Em nota oficial, a Coca-Cola afirmou que a remoção dos rótulos sem a compra dos refrigerantes fere o regulamento da promoção e ressaltou que os pontos de venda têm autonomia para tomar medidas preventivas contra esses atos de violação de embalagens.







