
Donald Trump voltou a criticar as eleições brasileiras e chamou a disputa pelo Planalto de “uma vergonha” durante uma festa de Halloween em Mar-a-Lago, no sábado (31). (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), voltou a criticar as eleições brasileiras no sábado (31.out.2026). Em conversa com jornalistas durante uma festa de Halloween em Mar-a-Lago, residência oficial da Presidência na Flórida, ele afirmou que a disputa pelo Planalto foi “uma vergonha”. Apesar das críticas recorrentes ao processo eleitoral, Trump evita atacar diretamente o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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As declarações de 31 de outubro se somam a outras manifestações do republicano sobre a votação no Brasil. Em diferentes ocasiões, ele sugeriu que houve fraude, mas não apresentou provas para sustentar essa alegação.
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Em 26 de outubro, um dia depois do 2º turno, Trump disse que a eleição parecia “fraudulenta”, mas declarou que gosta de Lula e que não pretendia interferir no resultado. “Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, afirmou. Também disse que não governa o Brasil, e sim os Estados Unidos, e que se dá bem com o presidente brasileiro. Segundo Trump, a “prorrogação concedida” foi “muito estranha”.
No dia seguinte, 27 de outubro, durante um comício no Texas, voltou a insinuar que houve fraude. Trump afirmou que “os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso”. Em 28 de outubro, após notícias internacionais de que Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado à Presidência, havia ido para os Estados Unidos, Trump disse aprovar a medida. O Departamento de Estado dos EUA havia confirmado a concessão de vistos ao senador e a toda a família.
Mais tarde, perguntado se concordava com uma afirmação incluída e depois retirada de uma carta de Flávio, na qual ele se declarou presidente eleito do Brasil, Trump não quis comentar. Disse que os Estados Unidos haviam autorizado a entrada do senador no país, mas que não se envolveria no assunto.
Em 29 de outubro, Trump afirmou que não tomou partido na eleição a pedido de Lula. Não esclareceu, porém, se reconhecia a vitória do petista e disse que não queria falar sobre isso. Também classificou a disputa como “vergonhosa” e declarou que o mercado havia despencado. Em nenhuma das ocasiões em que chamou a eleição brasileira de fraudulenta ou criticou o processo apresentou evidências. Trump também costuma questionar outras eleições, inclusive disputas em Estados dos próprios EUA, e o uso de urnas eletrônicas. Nos Estados Unidos, o método é usado em menor escala, com a maioria dos votos registrada em cédulas de papel; no Brasil, é o único sistema utilizado.
