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Pequenas empresas não estão preparadas para a reforma tributária, afirma Fenacon


Reynaldo Lima Jr. afirma que pequenas empresas ainda não estão preparadas para a reforma tributária. (Foto: Instagram)

Reynaldo Lima Jr., presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), avalia que as pequenas empresas brasileiras ainda não estão preparadas para a reforma tributária.

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Segundo Reynaldo, enquanto grandes empresas já se estruturam e se organizam, médias, micro e pequenas companhias enfrentam distanciamento e muitas dúvidas sobre as mudanças. Ele defendeu que o governo federal promova ações de conscientização, pois a reforma é “muito profunda e tem muitos detalhes”.

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Para orientar as empresas, o presidente da Fenacon recomendou que elas avancem por etapas. A prioridade, afirmou, deve ser se preparar para a CBS, que entra em vigor em janeiro, em vez de se preocupar agora com questões previstas apenas para 2029. Ele também ressaltou a importância de adotar medidas no presente para evitar que as companhias se percam durante a transição.

Sobre o fim da escala 6 X 1, Reynaldo afirmou que a mudança para o modelo 5 X 2 pode gerar impacto financeiro, sobretudo para pequenas e médias empresas. Segundo ele, a adequação nem sempre é viável, pois algumas companhias não têm recursos para contratar funcionários e reorganizar suas operações. Na avaliação do presidente da Fenacon, a alteração deveria ser implementada gradualmente, considerando o setor ou o porte da empresa.

Reynaldo também criticou a adoção de um mesmo modelo para todas as atividades e defendeu maior autonomia. Para ele, a discussão deveria levar em conta especialmente os trabalhos organizados em escalas, como a atividade médica.

Quanto ao Simples Nacional, o presidente da Fenacon alertou que a falta de atualização dos limites pode desestimular o crescimento das empresas. O teto geral de faturamento do regime é de R$ 4,8 milhões por ano. Segundo Reynaldo, rever esse limite deveria ser uma prioridade da agenda econômica do governo federal para melhorar o ambiente de negócios em 2027.

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