
O assassinato de Manfred e Marísia Von Richthofen completou 24 anos em 31 de outubro. Condenados pelo crime, Suzane Von Richthofen e Daniel e Cristian Cravinhos estão em regime aberto. (Foto: Instagram)
O assassinato do casal Richthofen completou 24 anos no último sábado (31). Suzane Von Richthofen e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, condenados pelo crime, estão em regime aberto e tentam reconstruir a vida fora da prisão, com trabalho, estudos e projetos pessoais. O caso, que chocou o país, teve como vítimas Manfref Albert Von Richthofen e Marísia Von Richthofen, mortos dentro de casa, em um bairro nobre de São Paulo.
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Segundo o relato, o crime ocorreu na madrugada de 31 de outubro de 2022. O casal foi atacado com golpes de barras de ferro enquanto dormia. A execução foi planejada pela filha das vítimas, Suzane, que tinha 18 anos, com a participação do namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Cristian Cravinhos. A desaprovação dos pais ao relacionamento e o desejo de usufruir da herança familiar são apontados como motivações.
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Cerca de uma semana depois do assassinato, os três envolvidos foram interrogados e confessaram. Andreas, filho caçula de Manfred e Marísia, não teve participação no crime. As primeiras notícias foram veiculadas em telejornais locais e, no dia seguinte, chegaram às redes nacionais. No Jornal Nacional de 1º de novembro, Valmir Salaro relatou que a polícia suspeitava de alguém conhecido da família, pois os alarmes e as câmeras estavam desligados e não havia sinais de arrombamento. A hipótese se confirmou com a confissão. Naquela noite, o Jornal da Globo mencionou Suzane como possível participante, em uma entrada de Joaquim de Carvalho ao vivo da Delegacia de Homicídios de São Paulo, onde os irmãos Cravinhos e os irmãos Richthofen depunham.
Suzane e Daniel planejavam matar o casal desde agosto daquele ano e tiveram auxílio de Cristian. Suzane deixou Andreas em uma lan house e permitiu que Daniel e Cristian entrassem na residência. Os dois atacaram o engenheiro e a psiquiatra enquanto dormiam. O julgamento do trio, realizado em julho de 2006, durou cinco dias, com depoimentos e debates entre acusação e defesa. Não era permitido gravar áudio ou imagem, mas repórteres acompanharam a sessão. Andreas descreveu a irmã como calculista, manipuladora e chantagista, e afirmou que nunca a perdoou pela morte dos pais.
Na etapa final, o promotor Roberto Tardelli pediu aos sete jurados a condenação dos três por duplo homicídio triplamente qualificado e solicitou pena de 50 anos de prisão para cada réu. Atualmente, Suzane cumpre pena em regime aberto desde 2023. Ela se casou com um médico, teve um filho e estava matriculada no curso de Direito, com foco em educação e reintegração social.
Daniel Cravinhos está em regime aberto desde 2018 e trabalha em São Paulo com customização de objetos automobilísticos, habilidade desenvolvida durante o período de reclusão. Cristian Cravinhos começou a vender panos de prato e quadros pintados à mão pela internet e também produz conteúdo adulto para uma plataforma.
