Site icon Jetss BR

Coalizão de Lula no Planalto pode abrir espaço para Haddad, Tebet, Paes e Marina


Após a vitória de Lula, aliados derrotados nas urnas podem voltar ao governo, enquanto o presidente eleito negocia a formação da coalizão para 2027. (Foto: Instagram)

A vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial trouxe alívio a nomes próximos ao presidente eleito. Ainda assim, a ala progressista perdeu espaço no Congresso Nacional, enquanto aliados como Fernando Haddad, em São Paulo, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, foram derrotados em disputas executivas. Para 2027, a composição da coalizão no Planalto pode definir o futuro político desses nomes.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

No início do quarto e último mandato, Lula terá de decidir quem ocupará ministérios, secretarias e agências reguladoras federais. O desafio será conciliar a distribuição de postos entre aliados com a abertura de cargos estratégicos a representantes do centro, para ampliar a força do governo no Legislativo.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Entre os possíveis nomes estão Simone Tebet e Marina Silva, derrotadas na disputa pelo Senado em São Paulo, e Gleisi Hoffmann, que não conquistou uma vaga no Paraná. Para o cientista político Bhreno Vieira, doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o futuro das duas candidatas paulistas parece mais previsível: ambas são consideradas importantes para o governo e podem voltar a ocupar ministérios.

Marina reúne experiência em temas ambientais e tem reconhecimento internacional, características que podem favorecer sua permanência no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Tebet, que comandou o Ministério do Planejamento e Orçamento, mantém interlocução com o centrão e teve papel nos bastidores junto ao setor empresarial. Uma mudança de pasta pode ser avaliada, e ela também é citada como possível chanceler do Brasil.

A situação de Eduardo Paes pode ser menos simples. Na avaliação de Vieira, o perfil do ex-governante do Rio de Janeiro não aponta com a mesma clareza para um cargo ministerial. Lula poderia, porém, buscar para ele uma posição de destaque na coalizão. O cientista político avalia que o carisma de Paes e as especulações sobre uma possível candidatura presidencial tornam importante que eventual função tenha visibilidade.

Gleisi Hoffmann, que deixou o posto de ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais para concorrer ao Senado, é próxima de Lula e pode retornar a um ministério ou secretaria. Haddad, ex-ministro da Fazenda, segue sem destino definido após perder no primeiro turno em São Paulo. Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso neste mandato, também perdeu a reeleição e não estará no Senado em 2027.

João Campos (PSB), derrotado no primeiro turno na disputa pelo governo de Pernambuco, continua próximo de Lula e participou das celebrações do petista no domingo, 25. Vieira aponta que o presidente nacional do PSB, partido de Geraldo Alckmin, pode ser considerado para um ministério, como Ciência e Tecnologia ou Comunicação. Rafael Fonteles (PT), Camilo Santana (PT) e André Janones (Rede), por outro lado, saíram fortalecidos da campanha e podem continuar em suas funções em Brasília.

A montagem da coalizão exigirá equilíbrio entre aliados da campanha e novos nomes do centro, num cenário de disputa por postos e possíveis atritos. Segundo Vieira, nem todos terão espaço, embora muitos esperem reconhecimento pelo trabalho político realizado. Além de acomodar aliados, Lula precisará reunir apoio no Congresso para aprovar propostas e demonstrar ao eleitorado que consegue cumprir seus planos.

Exit mobile version