TSE determina remoção de posts de detidos usando camisetas de Lula

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TSE manda retirar publicações que associam suspeitos de tráfico a camisetas de apoio a Lula (Foto: Instagram)

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que sejam removidas publicações que mostram suspeitos de tráfico vestindo camisetas de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma ação policial em Piracicaba (SP). A decisão da ministra Estela Aranha, tomada na 5ª feira (22.out.2026), atendeu a pedido da coligação do presidente e deu às plataformas prazo de 3 horas para retirar o conteúdo.

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Aranha avaliou que as imagens foram usadas para associar o PT à criminalidade sem provas que sustentassem essa ligação. Segundo a decisão, o uso de uma camiseta de campanha também não demonstra a preferência eleitoral dos detidos. A ministra afirmou que a denúncia de que policiais teriam colocado as peças nos suspeitos precisa ser investigada, mas que a remoção se justifica mesmo sem esclarecer a origem das roupas.

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A ordem abrange publicações de Guilherme Derrite (PP), Carlos Jordy (PL), do policial militar conhecido como Cabo Müller e do canal Tropa do Flávio, no WhatsApp. Na 6ª feira (23.out), os conteúdos já apareciam como indisponíveis. O episódio ocorreu na 4ª feira (21.out), na comunidade Vitória Pantanal: dois adultos foram presos e um adolescente, apreendido. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que foram encontrados um revólver, 160 porções de cocaína e R$ 340.

Familiares, moradores e mulheres que trabalhavam na campanha petista afirmam que os detidos usavam outras roupas no momento da abordagem. Segundo essas mulheres, policiais exigiram camisetas e vestiram os suspeitos com as peças. A deputada estadual Professora Bebel (PT) também denunciou a conduta dos agentes. A mãe do adolescente e militantes relataram agressões, incluindo a denúncia de que uma menina de 14 anos, irmã do jovem apreendido, teria sido atingida por um policial.

Um dos presos, de 21 anos, declarou à Polícia Civil que os agentes encontraram camisetas em um barraco e ordenaram que os abordados as vestissem. Ele afirmou não ter sofrido violência. A Polícia Militar disse que a ocorrência começou após uma ligação ao 190 sobre suspeitos que venderiam drogas e usariam camisetas alusivas à campanha. A corporação abriu procedimento para apurar as acusações. O vereador Renan Paes (PL) divulgou um áudio que atribuiu à chamada, no qual o denunciante diz acreditar que os suspeitos vestiam camisetas de Lula; a polícia não confirmou a autenticidade da gravação.

Em nota, Derrite afirmou que publicou o vídeo para chamar atenção para o aliciamento de jovens pelo tráfico, disse não ter mencionado as camisetas e defendeu a apuração das denúncias pelas autoridades competentes. A Polícia Civil registrou boletim por suspeitas de ameaça, constrangimento ilegal e abuso de autoridade. O delegado Alex Adami informou que a Corregedoria da PM investigará a atuação dos agentes em inquérito policial militar.

Após audiência de custódia, o jovem de 21 anos foi liberado com medidas cautelares; o homem de 24 anos permaneceu preso, e o adolescente foi encaminhado à Fundação Casa. O PT apresentou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e pediu investigação, classificando o episódio como tentativa de prejudicar a campanha de Lula. A Ouvidoria das Polícias de São Paulo solicitou o afastamento dos agentes do serviço operacional. O Ministério da Justiça enviou 3 ofícios aos órgãos de segurança paulistas, cobrando informações sobre as providências e a preservação de provas, como imagens de câmeras corporais e viaturas, registros de videomonitoramento e operacionais, além das gravações das chamadas ao 190.