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TSE determina depoimento de Romeu Zema por uso de celular na cabine de votação


Justiça Eleitoral determina depoimento de Romeu Zema sobre celulares na cabine de votação (Foto: Instagram)

A Justiça Eleitoral determinou que Romeu Zema preste depoimento à Polícia Civil após imagens mostrarem o ex-governador de Minas Gerais com dois celulares dentro da cabine de votação, em Araxá. Mesários que trabalhavam no local também serão ouvidos. O episódio é investigado por suspeita de violação do sigilo do voto.

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O caso aconteceu durante o primeiro turno das eleições de 2026, em 4 de outubro, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no interior de Minas Gerais. De acordo com as imagens divulgadas na ocasião, Zema aparece com dois aparelhos no espaço reservado ao registro do voto. A determinação partiu da 17ª Zona Eleitoral de Araxá.

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Os mesários deverão esclarecer se notaram os celulares, se orientaram Zema a guardá-los antes da votação e se houve algum registro da tela da urna eletrônica. A apuração também pretende verificar se as câmeras dos aparelhos estavam ativadas enquanto ele votava. A Justiça busca esclarecer as circunstâncias da entrada dos dispositivos na cabine.

A legislação eleitoral não permite que eleitores levem para dentro da cabine celulares, câmeras ou outros equipamentos capazes de registrar imagens, áudios ou vídeos, mesmo quando estão desligados. A proibição tem o objetivo de proteger o sigilo do voto e evitar que a escolha do eleitor seja registrada ou divulgada.

Depois de votar, Zema reconheceu que estava com o celular, mas afirmou que os mesários não o avisaram de que deveria deixar o aparelho antes de entrar na cabine. Ele negou ter fotografado ou gravado o voto. Disse a jornalistas que costuma carregar o celular o dia inteiro e que ninguém o lembrou da regra, mas ressaltou que não usou o aparelho para registrar sua escolha.

O episódio também foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que apresentou denúncia por suspeita de violação do sigilo do voto. A investigação deverá apurar o que ocorreu e eventual responsabilidade dos envolvidos. A Polícia Civil de Minas Gerais informou à imprensa que cumprirá as diligências determinadas no processo. Até 22 de outubro, a data dos depoimentos ainda não havia sido confirmada.

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