
Rei Abdullah ordena resposta rigorosa após ataque que matou nove pessoas em funeral na Jordânia. (Foto: Instagram)
O rei Abdullah da Jordânia ordenou neste sábado que as forças de segurança respondessem com “mão de ferro” ao ataque a tiros que matou nove pessoas e feriu outras 40 durante um funeral em uma igreja na província de Karak. O atentado, ocorrido na sexta-feira, teve como alvo a minoria cristã do país.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Os agressores dispararam por vários minutos, em plena luz do dia. Após o ataque, a segurança foi reforçada em shoppings, embaixadas estrangeiras e outros locais por todo o país, segundo informou a embaixada dos Estados Unidos em Amã.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Um padre relatou que ele e outras pessoas orientaram os presentes a se deitarem no chão da Igreja Greco-Ortodoxa São Jorge, situada a cerca de 120 km a sudoeste de Amã. “Uma sensação de pânico tomou conta das pessoas presentes”, disse Theodoros Soueiss. “Os disparos eram indiscriminados, e você nunca sabia onde uma bala poderia parar.”
Durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, Abdullah condenou o que chamou de “desprezível ato terrorista”. De acordo com a corte real, o rei afirmou que não há espaço para clemência quando vidas de jordanianos estão em jogo. Ataques desse tipo são extremamente raros na Jordânia, embora autoridades afirmem ter impedido vários complôs islamistas nos últimos anos.
Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria. Autoridades disseram ser cedo para saber se os atiradores tinham ligações com organizações conhecidas, dentro ou fora da Jordânia. O país é considerado relativamente estável no Oriente Médio e é um importante parceiro dos Estados Unidos na luta contra grupos militantes. “Um massacre, um massacre em todos os sentidos da palavra”, declarou Tarek Ammarin em um hospital onde os feridos recebiam atendimento. Um parente dele foi atingido no ataque.
Os cristãos são minoria na Jordânia, que abriga vários sítios bíblicos visitados por peregrinos de diferentes partes do mundo. O país está entre os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio atingidos por ataques iranianos neste ano, depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em fevereiro. Bahjat al-Rushda, prefeito da vila de Shihan, em Karak, condenou o atentado, atribuído por autoridades a extremistas terroristas, e disse: “Se Deus quiser, este país continuará seguro”.
