
Registros da Presidência apontam gastos nominais maiores no governo Bolsonaro do que na gestão Lula. (Foto: Instagram)
A pergunta sobre quem gastou mais no cartão corporativo, Lula ou Jair Bolsonaro, ganhou destaque nas pesquisas do Google no Brasil nas últimas 24 horas. Dados do Portal da Transparência verificados pelo Aos Fatos indicam que, nas despesas da Presidência da República vinculadas à Secretaria de Administração, o governo Bolsonaro registrou R$ 41,2 milhões entre 2019 e 2022. Já a gestão de Lula somou R$ 20,4 milhões de 2023 a 2025.
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O tema voltou à discussão após o debate presidencial transmitido na sexta-feira (23), quando foram feitas declarações divergentes e números sobre os gastos circularam nas redes sociais. A comparação direta dos registros da Presidência aponta despesas nominais maiores no mandato de Jair Bolsonaro (PL) do que no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A diferença também aparece quando o levantamento considera uma estrutura mais ampla do gabinete presidencial, incluindo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Nesse recorte, os gastos nominais chegaram a R$ 82,4 milhões durante o governo anterior, ante R$ 45,2 milhões na administração Lula.
Parte das publicações nas redes sociais, porém, comparou bases diferentes: valores referentes apenas à Presidência de um governo foram confrontados com despesas de todos os ministérios e autarquias federais do outro. Por isso, os números do escopo global não representam uma comparação equivalente entre os gabinetes presidenciais.
Considerando toda a máquina pública federal, o governo Lula acumulou cerca de R$ 1,4 bilhão em três anos. Na gestão anterior, foram desembolsados R$ 1 bilhão ao longo de quatro anos. Esse total inclui despesas que não se limitam à Presidência da República.
No governo atual, 78% do montante global — o equivalente a R$ 1,1 bilhão — foi executado pelo Cartão de Pagamento da Defesa Civil. Os recursos foram destinados a ações de socorro humanitário e reconstrução em regiões atingidas por eventos climáticos extremos e calamidades públicas.








