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PT tenta “blindar” ato de Lula contra problemas com policiais e vandalismo


O PT afirmou ter adotado medidas de organização e segurança para o ato com Lula, marcado para este sábado na avenida Paulista. (Foto: Instagram)

O PT declarou ter tomado providências para evitar problemas durante o ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para as 16h deste sábado (24.out.2026). O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que o partido não permitirá que “mentiras sejam propagadas” sobre as manifestações.

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O deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP) e o advogado Michel Bertoni também conversaram com jornalistas. Os representantes trataram da organização do evento, da atuação das forças de segurança e da proteção das estações do Metrô de São Paulo.

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O partido informou ter encaminhado um ofício à Polícia Militar pedindo a identificação dos agentes envolvidos na atuação relacionada ao ato. Até as 9h38 deste sábado (24.out.2026), a corporação ainda não havia respondido à solicitação.

Sobre as estações Trianon-Masp e Consolação, o PT relatou que o Metrô pediu a instalação de tapumes nas entradas. O serviço teria começado às 21h de sexta-feira (23.out), mas, à 1h, a empresa contratada avisou que o Metrô havia iniciado a retirada das estruturas. Segundo os representantes, a companhia conversou com eles e disse que assumiria a instalação das proteções. Havia grades ao redor dos acessos às estações.

Advogados também estarão espalhados pela manifestação para orientar os participantes e conversar com as forças de segurança. Serão dois grupos: um ligado ao Prerrogativas e outro ao Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo.

Os manifestantes não deverão se deslocar a pé. O plano prevê que apenas o carro de Lula percorra a avenida Paulista, partindo da altura da alameda Campinas e seguindo até as proximidades da rua Haddock Lobo, perto da Consolação. Os organizadores afirmam que o formato pretende evitar dispersão pelas ruas próximas, diminuir os impactos no trânsito e prevenir confusões. O PT espera ocupar todos os quarteirões da avenida; no ato anterior, em 11 de outubro, foram ocupados sete.

Em 3 de outubro de 2026, na véspera do primeiro turno, Lula participou de uma caminhada da avenida Paulista à praça Roosevelt, pela rua Augusta. Antes do início do percurso, organizadores e policiais militares tiveram um atrito. Os agentes se aproximaram dos trios elétricos e pressionaram para que começassem a andar. Um policial também abriu a porta do motorista do trio que levava a imprensa. A PM disse que buscava orientar os participantes e manter o trânsito fluindo.

Após o primeiro turno, em 11 de outubro, Lula esteve em outro ato na avenida Paulista, em apoio à candidatura no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). No dia seguinte, funcionários do Metrô removiam pichações dos acessos às estações Trianon-Masp, Brigadeiro e Consolação. Também circularam imagens falsas associadas à manifestação: um vídeo de uma jovem usando drogas já circulava na Espanha dias antes e não havia sido gravado no ato em São Paulo.

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