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Policial à paisana com camiseta de Flávio Bolsonaro troca socos com adolescente


Investigador da Polícia Civil é filmado em confronto com adolescente em parquinho de Moju, no Pará (Foto: Instagram)

O investigador da Polícia Civil Givanildo Santos, conhecido como “Gibão”, foi filmado trocando socos com um adolescente em um parquinho de Moju, no Pará. À paisana e armado, o agente vestia uma camiseta com referência a Flávio Bolsonaro. Depois da repercussão, reconheceu que errou ao não chamar a Polícia Militar. A Corregedoria apura o caso.

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A confusão ocorreu na noite de quinta-feira (22), na Praça dos Estudantes, em Moju, no nordeste do Pará. O registro mostra o investigador discutindo com o adolescente, que estava sobre a estrutura de um brinquedo. A camiseta usada por Givanildo fazia referência ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

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Ao notar que era gravado, o policial desafia quem está filmando e ameaça o jovem: “Grava, grava. Vou te dar um pau. Filma”. Em seguida, sobe no brinquedo e avança contra o adolescente. Os dois trocam socos e continuam brigando no chão, enquanto uma pessoa tenta separá-los. Crianças que estavam no parquinho se assustam com o confronto.

Embora estivesse com uma arma na cintura, Givanildo não aparece sacando o armamento no trecho divulgado. Um dos adolescentes sofreu um ferimento na cabeça e outras escoriações, segundo informações divulgadas pela imprensa. Os envolvidos foram encaminhados para exames de corpo de delito.

Após a repercussão, o investigador publicou uma gravação nas redes sociais para apresentar sua versão. Disse que estava acompanhado da filha, de oito anos, e da neta, de aproximadamente um ano. Segundo ele, a discussão começou porque adolescentes ocupavam uma área do parquinho que seria destinada a crianças menores.

Givanildo afirmou ainda que os jovens teriam ido até onde ele estava e tentado provocá-lo por causa da camiseta com referência a Flávio Bolsonaro. Negou que a roupa tivesse relação com uma intenção de agredir os adolescentes e declarou que deveria ter chamado a Polícia Militar para resolver o conflito. “Eu errei, sim, por não ter chamado a Polícia Militar para tirar eles do parque”, disse.

A Polícia Civil do Pará informou que foi registrado um boletim de ocorrência na delegacia de Moju. A Corregedoria-Geral da corporação apura a conduta do investigador e as circunstâncias do confronto. Imagens de câmeras de segurança foram coletadas e estão sendo analisadas; depoimentos também são colhidos. A possível motivação política e os motivos que levaram à agressão ainda serão esclarecidos pelas autoridades.

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