
Lula afirmou, em ato em Copacabana, estar confiante na vitória no segundo turno e atribuiu a mobilização da campanha aos apoiadores. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 24, que a população assumiu a responsabilidade por sua campanha no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25. Antes de um evento em Copacabana, no Rio de Janeiro, ele disse estar convicto de que será eleito para um quarto mandato quando os votos forem apurados.
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Em declaração à imprensa, diante de uma multidão, Lula também criticou seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou à frente no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. “Estou dizendo para vocês e podem anotar: amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez”, declarou.
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O presidente atribuiu a mobilização da campanha à iniciativa dos apoiadores. Ele chamou de “Exército do Lula” o grupo de democratas que, segundo disse, chegará a 13 milhões de pessoas no domingo, e comparou esse contingente aos exércitos da China, da Rússia e dos Estados Unidos.
Lula afirmou que os eleitores desejam mudanças para melhor e para a frente, e não um retrocesso. A referência ao “Exército do Lula” diz respeito a um canal no WhatsApp criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que envia aos apoiadores “missões” para destacar Lula nas redes sociais e criticar Flávio.
A declaração sobre a participação popular ocorreu depois de críticas à campanha petista no primeiro turno, feitas por integrantes do partido, por pessoas de fora dele e pelo próprio Lula. Após a primeira rodada, o presidente afirmou em uma reunião que aquela havia sido a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989.
Depois do ato em Copacabana, Lula tinha prevista uma agenda de campanha à tarde na Avenida Paulista, em São Paulo. Para domingo, a previsão era votar cedo em São Bernardo do Campo e acompanhar a apuração na capital paulista. Flávio venceu o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.
As pesquisas apontavam empate técnico entre os dois, com vantagem numérica para o senador. Pesquisa CNT/MDA divulgada no sábado mostrou Flávio com 46,3% dos votos totais e Lula com 45%. Considerados apenas os votos válidos, excluídos brancos, nulos e indecisos, o senador tinha 50,7%, enquanto o presidente somava 49,3%.
